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Não faça o que eu faço: JPMorgan "compra" bitcoins após seu CEO chamar moeda de fraude

Jamie Dimon disse que iria demitir qualquer um que comprasse bitcoin, mas o seu banco fez isso por meio de notas de XBT

SÃO PAULO - Durante a forte derrocada do bitcoin nas últimas semanas, o CEO do JP Morgan, Jamie Dimon, aproveitou para criticar a moeda, chamando-a de "fraude" e afirmando que iria demitir qualquer funcionário que comprasse moedas digitais alegando "estupidez". Mas parece que enquanto ele detonava o bitcoin, sua empresa aproveitava para ganhar dinheiro.

Dados recentes mostram que o JP Morgan adquiriu uma boa quantidade de títulos XBT, um instrumento de investimento que acompanha o preço do bitcoin. Junto com o Morgan Stanley, as duas instituições compraram 3 milhões de euros em notas XBT. O Goldman Sachs também está entre as maiores compradoras dos últimos dias.

O XBT é um instrumento conhecido como um Bitcoin ETN (Exchange-Trading-Notes), que é um veículo de investimento popular para os principais investidores e empresas de gestão que querem exposição ao bitcoin. Algumas instituições oferecem ETNs, entre eles o Saxo Bank, com sede na Dinamarca, que vende notas denominadas "Bitcoin Tracker". Esses Bitcoin ETNs acompanham os movimentos de preços do bitcoin contra o euro e o dólar.

Após chegar a uma máxima histórica na casa de US$ 5.000 em agosto, o bitcoin caiu forte no começo de setembro após a notícia de que a China não permite mais os ICOs (Oferta Inicial de Moedas, na sigla em inglês), para em sequência ocorrer um forte boato de que o país asiático iria fechar todas as exchanges locais.

Com isso, a criptomoeda caiu para cerca de US$ 3.000 na semana passada, momento em que o JP teria adquirido as notas XBT. Nesta segunda-feira (18), o bitcoin já tem uma reação forte e volta para o patamar de US$ 4.000.

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(Shutterstock)

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