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BRF salta 9,5% com possível troca de Abilio por Parente; siderúrgicas disparam até 8% e Petrobras sobe 3,7%

Confira os destaques da B3 desta quarta-feira 

Pedro Parente
( José Cruz/Agência Brasil)

SÃO PAULO - Em meio à forte alta das commodities e em uma sessão de alívio com as falas pró-mercado de pré-candidatos à presidência, o Ibovespa subiu 2,01%, a 85.776 pontos. Vale e siderúrgicas subiram até 8%, Petrobras subiu mais de 3% com a alta do petróleo em meio à queda dos estoques nos EUA. Contudo, o grande destaque fica para a BRF, que disparou 9,51% com a notícia de que Pedro Parente pode ser o novo chairman. Confira os destaques desta sessão:

 

BRF (BRFS3)

As ações da BRF saltaram após mais uma notícia de reviravolta no conflito societário na companhia. Segundo o Valor (em notícia depois destacada pela Folha de S. Paulo), depois de interromperem as negociações para chegar a uma chapa de consenso para a eleição do conselho de administração, o empresário Abilio Diniz retomou as tratativas com os fundos de pensão Petros e Previ. O Valor apurou que o presidente da Petrobras, Pedro Parente, é o nome de consenso para comandar o conselho de administração da BRF a partir da assembleia de acionistas, em 26 de abril. Se confirmado, espera-se que Parente confira credibilidade à companhia brasileira, "zerando" a disputa entre os acionistas e concentrando as atenções na recuperação da empresa. Pelos planos, o CEO José Aurélio Drummond deverá seguir à frente da empresa. 

Ontem, apresentando-se como voz independente na disputa societária em curso na BRF, empresa dona das marcas Sadia e Perdigão, Luiz Fernando Furlan afirmou que gostaria de se colocar "como parte da solução" para o conflito entre os principais acionistas da companhia de alimentos.

Furlan, que é herdeiro da família fundadora da Sadia e conselheiro da BRF, concorre para ser o novo presidente do conselho de administração em substituição a Abilio Diniz. Ele foi indicado ao cargo na chapa lançada com apoio do próprio Abilio e da gestora Tarpon em oposição à registrada pelos fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ) e da Petrobras (Petros) - a chapa dos dois fundos trazia o nome de Furlan, mas não para o comando do colegiado. "Não advogo a favor de nenhum lado. Eu, que não tenho ressentimentos, me coloco na posição de pacificar", afirmou a jornalistas, numa coletiva feita por telefone e convocada pela própria BRF.

Furlan evitou apontar culpados para a situação da empresa - a BRF apresentou prejuízos inéditos em 2016 e em 2017 -, mas disse que a "visão financista" se mostrou equivocada na gestão, em uma referência à administração da Tarpon, que fora apoiada por Abilio. Ao mesmo tempo, ele classificou como "surpreendente" o movimento de Petros e Previ, que em fevereiro deste ano ingressaram com pedido de destituição de todo o conselho da BRF. "Essa instabilidade que tem acontecido realmente não tem ajudado a empresa", disse. "Estou comprometido a olhar para frente. O passado, paciência, é o passado", afirmou.

Além disso, antes que a União Europeia (UE) anuncie sua decisão sobre a importação de carne de aves do Brasil, principalmente em relação à produção da BRF, o Ministério da Agricultura derrubou na terça-feira à noite o autoembargo que havia imposto a unidades produtoras desde a Operação Trapaça, deflagrada em março passado. Um despacho da Pasta atesta o retorno da produção e certificação sanitária das fábricas de Concórdia (SC), Dourados (MS), Serafina Corrêa (RS), Chapecó (SC), Várzea Grande, Ponta Grossa, Rio Verde (GO), Marau (RS) e da SHB Comércio e Indústria de Alimentos, em Francisco Beltrão (PR).

 

 

Vale (VALE3) e siderúrgicas

A Vale registrou mais um dia de expressivos ganhos em meio à cotação do minério de ferro, que subiu 2,12% na China, cotado a US$ 65,88 a tonelada, após o Banco Central da China anunciar corte de 1 ponto porcentual no compulsório bancário, medida que irá liberar cerca de 1,3 trilhão de yuans (US$ 207 bilhões) em recursos. 

No radar da Vale, a companhia informou a conclusão do resgate dos bonds garantidos com cupons de 4,625% e vencimento em 2020, emitidos pela subsidiária Vale Overseas. Segundo comunicado, foram resgatados pela subsidiária a totalidade dos bonds 2020 em circulação, no valor total de US$ 498,775 milhões.

As siderúrgicas também registraram ganhos, com destaque para a Usiminas (USIM5), em meio à notícia de que a companhia vê espaço para aumentar os preços domésticos de aços planos para o setor de distribuição, conforme disse o CEO Sergio Leite na terça-feira, segundo o site especializado Platts. "O mercado é muito competitivo e os preços estão atualmente em linha com as importações", disse Leite durante uma coletiva de imprensa no complexo Ipatinga, da Usiminas, após celebrar o reinício do alto-forno número 1 na mesma usina. Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3) também registram ganhos.  

Sobre a CSN, após notícia do Estadão de que poderia vender usina para a Steel Dynamics por US$ 250 milhões, a siderúrgica afirmou que “está avaliando alternativas de desinvestimento, o que pode, inclusive, considerar a venda de seus ativos localizados nos Estados Unidos”, segundo comunicado em resposta a pedido de esclarecimento da CVM. “Contudo, neste momento não existe qualquer fato que mereça divulgação ao mercado nos termos da legislação em vigor”.

A CSN diz no comunicado que “vem informando ao mercado sobre seu plano de desinvestimento em suas teleconferências de divulgação de resultados, inclusive na teleconferência realizada no último dia 27 de março”. 

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras subiu forte acompanhando a alta do petróleo após dados preliminares do API (American Petroleum Institute) mostrarem uma queda de 1 milhão de barris em estoque nos EUA, ganhando ainda mais força após o Departamento de Energia reforçar o cenário ao apontar para queda de 1,07 milhão de barris de petróleo, acima do esperado, e de 2,97 milhões de barris da gasolina. O petróleo registra ganhos de 3,4%, com o WTI batendo US$ 68 pela primeira vez em três anos. 

No radar da companhia, a estatal marcou para 7 de maio a divulgação do resultado do primeiro trimestre de 2018. O webcast ocorrerá no dia seguinte.

A Petrobras anunciou ainda que, com o reajuste que entrará em vigor na quinta-feira, 19, o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias irá para R$ 1,7199, queda de 0,66% ante o valor de R$ 1,7314 na média atual. Já o valor médio nacional do litro do diesel A cairá irá para R$ 1,9752, ou 0,82% menor que o de R$ 1,9917.

 

Bancos

Os bancos têm mais um dia de alta, após o "baque" na segunda-feira digerindo o último Datafolha. Na pesquisa divulgada no fim de semana, Marina Silva encosta em Jair Bolsonaro e Joaquim Barbosa surge à frente de Ciro Gomes. Alckmin, nome tido como reformista mais bem colocado na pesquisa, segue estagnado, enquanto Lula perde apoio, mostrando um cenário complicado para os reformistas.  Nesta quarta, Banco do Brasil (BBAS3), Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), com alta de até 3%. 

 

Marfrig (MRFG3)

Após chegar a cair 7,75% na mínima do dia, a Marfrig praticamente zerou as perdas seguindo o bom humor do mercado. Os senadores americanos Chuck Grassley, Debbie Stabenow, Sherrod Brown e Joni Ernst pediram ao Comitê de Investimento Estrangeiro nos EUA (CFIUS) que reveja a aquisição da National Beef acertada pela Marfrig Global Foods, de acordo com carta escrita por eles ao secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

O receio sobre o acordo proposto ocorre "depois do escândalo de corrupção de 2017 no sistema de segurança alimentar do Brasil que revelou problemas inaceitáveis ??de segurança e qualidade com a carne bovina brasileira destinada ao mercado americano, incluindo os embarques da Marfrig", apontam os parlamentares. Em 9 de abril, a Marfrig acertou a compra de participação de controle na americana National Beef, o que fez com que a ação disparasse desde então (na semana passada apenas, a ação subiu mais de 30%). 

WEG (WEGE3)

A Weg inaugurou a temporada de balanços com lucro líquido de R$ 285 milhões no primeiro trimestre, 10,6% superior frente o mesmo período do ano passado.

Já o Ebitda ( lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 379,71 milhões, 14,7% acima do registrado um ano antes. A receita líquida, por sua vez, passou de R$ 2,134 bilhões para R$ 2,55 bilhões, uma alta de 19,6% na base de comparação anual. 

"Em uma primeira leitura, embora em linha com as nossas estimativas, os resultados trimestrais podem ser avaliados como fracos, abaixo do consenso de mercado que projetava a extensão da melhora observada no final de 2017", avalia o Bradesco BBI.

 

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Romi (ROMI3)

A Indústrias Romi reportou números mais fracos neste início de ano, frente ao mesmo período do ano anterior, com retração de 9,5% no volume de vendas consolidado.

Houve queda expressiva no faturamento de peças fundidas e usinadas, aliado ao aumento das exportações, a deterioração no mix de produtos vendidos e ao maior volume de compra de matérias primas pressionou a margem operacional do trimestre. Do lado positivo, ficou o volume de entrada de novos pedidos, que cresceu 10,9% ante o mesmo período do ano passado. Junto aos resultados a Romi anunciou a distribuição de JCP, no valor líquido de R$ 0,3655 por ação, o equivalente a um yield de 3,66%. 

CCR (CCRO3)

O Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou ontem o recurso da Artesp e declarou nulo o aditivo contratual firmado no final de 2006 que estendia o contrato da concessionária de rodovias Tebe em mais sete anos. Foram três votos favoráveis ao Estado/ARTESP, pela anulação. Os outros 2 votos não foram contra a ARTESP, nem a favor da Concessionária, foram no sentido de converter o julgamento em diligências para a produção da prova pericial (e esses 2 Desembargadores foram vencidos).

A leitura é ruim para a CCR, destacam os analistas do BTG Pactual, dado que esta é a primeira decisão em um tribunal de apelação (que, em teoria, tem muito peso) na batalha legal envolvendo os aditivos contratuais de 2006." Vale dizer que esta decisão não cria qualquer jurisprudência para as outras disputas. Mas se os tribunais superiores decidirem definitivamente que os aditivos devam ser invalidados, os impactos no valuation da CCR podem ser relevantes", afirmam os analistas do banco. 

 

Eletropaulo (ELPL3)

A companhia informou que, na última terça-feira, recebeu, dos acionistas Opportunity Lógica Master Fundo de Investimento em Ações e Opportunity Thesis Master Fundo de Investimento Multimercado, a indicação de Alexandre Magalhães da Silveira para concorrer como candidato aos cargos no conselho de administração. Os acionistas detêm 2,86% dos papéis da Eletropaulo. A eleição está marcada para acontecer em assembleia geral convocada para 27 de abril.

A Energisa (ENGI11) manteve os termos de sua oferta pública voluntária para a aquisição do controle da Eletropaulo, com proposta de R$ 19,38 por ação ordinária da distribuidora. Em comunicado, a companhia informou que "está acompanhando os movimentos do mercado para a aquisição de até a totalidade de ações ordinárias de emissão da Eletropaulo", inclusive em relação à celebração de acordo de investimento com a Neoenergia e o lançamento de oferta pública concorrente pela Enel Investimentos.

"Como protagonista no setor em que atua, a Diretoria da Companhia ressalta que a Oferta reflete uma análise criteriosa da Eletropaulo e que está em linha com a expectativa da Energisa de valor justo pelo ativo", diz o comunicado assinado pelo diretor de relações com investidores da Energisa, Maurício Perez Botelho.

A disputa pelo controle da Eletropaulo ficou entre a italiana Enel e a espanhola Iberdrola, repetindo o cenário de competição acirrada visto no mercado de distribuição da Espanha. Conforme destaca o Valor Econômico, quem levar o controle da distribuidora paulista vai se consolidar como maior companhia do segmento no Brasil, deixando para trás a gigante CPFL Energia, hoje controlada pela chinesa State Grid, e também a brasileira Energisa, que chegou a lançar uma oferta pela Eletropaulo.

Outras companhias foram impactadas na bolsa com a notícia: ontem a Light (LIGT3) subiu 5,62% e voltou a subir nessa sessão. A distribuidora foi colocada à venda pela Cemig no ano passado, mas sem sucesso, até então. A expectativa no mercado é que, em meio à disputa pela liderança do segmento de distribuição no país, a companhia seja uma "segunda alternativa" para o investidor que não ficar com a Eletropaulo. A Enel e a Equatorial já fizeram ofertas pela distribuidora, mas não foram consideradas "atrativas" pela Cemig, que ainda tenta negociar melhores termos. A Eletrobras também pode sair ganhando com esse cenário. A Energisa reiterou a oferta de R$ 19,38 por ação pela Eletropaulo, se colocando praticamente fora da disputa. Com isso, poderá voltar seu olhar para as distribuidoras da estatal, que devem ser privatizadas até julho.

Eletrobras (ELET6)

Falando em Eletrobras, em audiência pública realizada na comissão especial que analisa a desestatização da companhia na Câmara dos Deputados, o presidente Wilson Ferreira Jr. disse que o aumento de capital proposto pelo governo é a melhor saída para a Eletrobras fazer investimentos e manter sua participação no setor elétrico. "Não temos capacidade de investimento, a não ser que façamos capitalização", afirmou aos parlamentares nesta terça.

 

Lojas Americanas (LAME4)

A Lojas Americanas teve cobertura iniciada pelo Safra com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 18,60. 

Natura (NATU3)

A Natura anunciou na terça-feira, em fato relevante, que José Antonio de Almeida Filippo será nomeado diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia. Filippo ocupou, por aproximadamente seis anos, a posição de vice-presidente Executivo Financeiro e Relações com Investidores da Embraer e, segundo a Natura, possui vasta experiência na internacionalização de empresas brasileiras, “em linha com os planos de negócio da companhia”. O executivo tomará posse do cargo na Natura em 21 de maio de 2018.

Mais cedo, a Embraer havia comunicado a renúncia de Filippo e alegou que ele iria “se dedicar a novos projetos profissionais”. O Conselho de Administração da Embraer elegeu, interinamente, Nelson Krahenbuhl Salgado para o cargo em substituição a Filippo. Nelson acumulará também as suas atuais atribuições relacionadas às atividades de relações institucionais.

O executivo está na Embraer há 30 anos, onde iniciou carreira na área de engenharia. Ocupou diversos cargos executivos em funções corporativas, muitas delas na área financeira. Atualmente é responsável pelas atividades de relações institucionais e comunicação corporativa.

“Filippo, na qualidade de diretor estatutário sem designação específica, estará dedicado a auxiliar a transição da gestão da área financeira e relações com investidores até 11 de maio de 2018.”

 

Energias do Brasil (ENBR3)

A companhia divulgou ao mercado que o total de energia distribuída no primeiro trimestre de 2018 cresceu 2,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior, para 6.217.291 MHh. Já o volume de energia comercializada aumentou 30,5%, para 4.086 GWh.

 

Transmissão Paulista (TRPL4)

Os conselheiros elegeram, por unanimidade, o executivo Bernardo Vargas Gibsone para o cargo de presidente do Conselho de Administração. Para o cargo de vice-presidente do conselho, foi escolhido Gustavo Carlos Marin Garat.

Magazine Luiza (MGLU3)

A companhia comunicou o mercado que realizará o pagamento dos proventos aprovados em assembleia geral, referentes ao exercício do quarto trimestre de 2017, em 25 de abril. Serão distribuídos R$ 75 milhões na forma de juros sobre o capital próprio, o que corresponde ao valor bruto por ação de R$ 0,3961030474. Terão direito à remuneração os acionistas que encerraram o pregão desta terça-feira com os papéis MGLU3 em carteira.

Indústrias Romi (ROMI3)

A companhia informou que o conselho de administração aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio aos acionistas no valor de R$ 27.028.788,21, o que equivale ao valor bruto de R$ 0,43 por ação. A distribuição dos recursos tem como base a posição acionária de 23 de abril e o pagamento ocorrerá em 29 de março de 2019. A decisão ainda precisa ser aprovada em assembleia geral ordinária.

Marcopolo (POMO4)

A Fabus Associação dos Fabricantes de Ônibus) divulgou os números de março de 2018, apontando que os volumes da Marcopolo aumentaram em 48,3% na base de comparação anual, para 771 unidades, além de aumentar a participação de mercado urbano para 48,5% em março. Nesse cenário, o Itaú BBA reforça recomendação marketperform com preço-alvo para 2018 de R$ 4,00 para as ações POMO4, mas vê potencial para revisar os números para cima dado o início positivo em 2018. 

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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