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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta terça-feira

Confira os assuntos que agitarão os mercados nesta sessão

SÃO PAULO - A saída de Bruno Araújo do ministério das Cidades precipita a reforma ministerial do governo Temer, o que animou os mercados na véspera. Nesta terça-feira (14), atenção ainda para os dados da economia, com destaque para as vendas no varejo, além da repercussão sobre o resultado da Petrobras, Eletrobras, JBS, entre outras. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais
As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira refletindo os dados econômicos divulgados na China, revelando que a produção industrial e as vendas no varejo avançaram em ritmo mais fraco em outubro. Na comparação anual, o indicador da indústria avançou 6,2% no último mês, desacelerando ante crescimento de 6,6% observado em setembro. No varejo, houve aumento anual de 10% nas vendas de outubro, inferior ao avanço de 10,3% do mês anterior.

Já na Europa, as bolsas operam de lado enquanto mercado esperam possíveis sinais sobre política monetária dos principais bancos centrais do mundo e monitoram passos do pacote de corte de impostos de Donald Trump. No mercado de commodities, o petróleo é negociado pouco abaixo de US$ 57 após Opep elevar previsão de demanda para 2018.

Às 8h25 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*CAC-40 (França) +0,04%

*FTSE (Reino Unido) +0,11%

*DAX (Alemanha) +0,03% 

*FTSE MIB +0,02%

*Hang Seng (Hong Kong) -0,10% (fechado)

*Xangai (China) -0,52% (fechado)

*Nikkei (Japão) 0,00% (fechado)

*Petróleo WTI -0,23%, a US$ 56,59 o barril

*Petróleo brent -0,22%, a US$ 63,03 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,87%, a 464,50 iuanes

2. Agenda econômica
Nos EUA serão divulgados os dados de inflação do PPI às 11h30. Além disso, dirigentes do Fed farão pronunciamentos sobre os rumos da economia, com destaque para o discurso de Janet Yellen, em evento marcado para a manhã de hoje. Falam ainda o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, e o presidente do Bank of Japan, Haruhiko Kuroda.

A agenda doméstica tem como destaque os dados de vendas no varejo de setembro. A estimativa compilada pela Bloomberg é de alta de 0,2% na comparação mensal e de 4,5% na anual. Ainda existe possibilidade de divulgação da arrecadação de outubro.

3. Noticiário político
O Palácio do Planalto anunciou que o presidente Michel Temer vai dar início a uma reforma ministerial. A manifestação do governo ocorreu logo após a saída do tucano Bruno Araújo do cargo de ministro das Cidades, a pedido. Em nota, o Planalto afirmou que as mudanças deverão ser concluídas até dezembro.

De acordo com o Estadão, dono da quarta maior bancada da Câmara com 45 deputados, o PP intensificou a pressão para indicar o substituto de Bruno Araújo nas Cidades e ampliar o espaço do partido no governo. Integrantes da cúpula da legenda querem emplacar o atual presidente da Caixa, Gilberto Occhi, mas interlocutores de Temer no Palácio do Planalto defendem o nome do líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). 

Ainda falando sobre política, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) julgará às 19h00 dois processos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), ambos acusados de propaganda eleitoral antecipada, de acordo com informações do Estadão.

4. InfoMoney TV
Nesta terça-feira, às 10h (horário de Brasília), o CFO (Chief Financial Officer) da Fibria, Guilherme Cavalcanti, concederá entrevista ao InfoMoney sobre as perspectivas para o ano que vem e sobre o projeto Horizonte 2, inaugurado no segundo semestre pela companhia. Acompanhe clicando aqui.  

A ação registra ganhos de 62% no acumulado do ano e as perspectivas dos analistas para os papéis FIBR3 são positivas. Veja mais clicando aqui. 

5. Noticiário corporativo
A reta final da temporada de resultados é destaque, com atenção especial para a Petrobras, que encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 266 milhões, revertendo assim o prejuízo de R$ 16,5 bilhões no mesmo período do ano passado. O número ficou bastante abaixo dos R$ 3,56 bilhões de lucro que esperavam os analistas consultados pela Bloomberg. Outra estatal a divulgar seu balanço foi a Eletrobras, que apresentou lucro líquido de R$ 550 milhões no terceiro trimestre de 2017, 37% inferior aos resultados apurados no mesmo período de 2016. 

A JBS, por sua vez, reportou nesta segunda-feira ao mercado o que afirma ser o melhor resultado de sua história. Nessa conta, considera o lucro líquido recorde de R$ 1,9 bilhão, valor que teria obtido no terceiro trimestre caso não tivesse aderido ao Programa Especial de Regularização Tributária. Com os gastos do programa, o resultado caiu para R$ 323 milhões, retração de 64% sobre os R$ 887 milhões de igual período de 2016. A Marfrig, por sua vez, registrou prejuízo líquido de R$ 58 milhões no terceiro trimestre de 2017, ante um prejuízo líquido de R$ 155,8 milhões no terceiro trimestre de 2016. Além delas, Alpargatas, CPFL Energia, Light e Even divulgaram seus números. 

Por fim, no InfoTrade de hoje, destaque para a sinalização de recuperação do Ibovespa após o candle de reversão formado sobre a faixa de 72 mil pontos, assim como a recomendação de compra para as ações da Ecorodovias (ECOR3) - confira a análise completa.

(Com Agência Estado e Agência Brasil

Michel Temer
( Isac Nóbrega/PR)

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