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Vamos brigar contra decisão do governo sobre aeroporto de Pampulha, diz RI da CCR em teleconferência

Empresa alega que há conflito de interesse e que este novo cenário não estava previsto quando foi fechado o consórcio

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(Divulgação/CCR)

SÃO PAULO - Em teleconferência referente ao resultado do terceiro trimestre, que ficou acima do esperado pelo mercado (veja mais aqui), a coordenadora de RI (Relações com Investidores) da CCR (CCRO3), Flavia Godoy, garantiu que a empresa vai brigar com o governo sobre a abertura das operações do aeroporto de Pampulha, que fica localizado na capital de Minas Gerais, o que permitiu a volta das operações de voos domésticos de longa distância.

A empresa, que administra o aeroporto de Confins, este localizado na região metropolitana de Belo Horizonte, alega que a reabertura da Pampulha "condena" Confins à perda da conectividade aérea, com a redução das opções de voos e consequente aumento de preço para os passageiros. Segundo Godoy, existe um conflito de interesse e este novo cenário não estava previsto quando o consórcio realizou os estudos para participar do leilão, o que cabe direito de reequilíbrio dos contratos.

Logo após declarar o posicionamento da empresa sobre essa decisão inesperada pelo governo, a coordenadora de RI falou mais sobre os números, dando destaque para o volume de tráfego, que interrompeu 12 trimestres de retração e cresceu 4% frente ao terceiro trimestre do ano passado. De acordo com Godoy, essa tendência deve prevalecer nos próximos resultados, em especial pelo forte resultado da safra de grãos no Brasil, o que impactará positivamente na receita da companhia.

Com relação as concessões de linhas de metrô, a coordenadora de RI destacou que o cronograma do Metrô Bahia está caminhando dentro do esperado e a expectativa é finalizar esse projeto até o final do próximo ano, com fluxo esperado de 500 mil passageiros por dia. Sobre a licitação das linhas 5 e 17 do Metrô de São Paulo, a disputa ainda está em banho-maria, aguardando a manifestação do governo paulista, afirma.

Aguardando os editais
Por fim, ao ser questionada sobre a entrada da empresa em novos projetos, vide os R$ 4 bilhões capitados no aumento de capital realizado no começo do ano, Godoy afirmou que a empresa está de olho nos projetos do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), mas a entrada dependerá da atratividade dos editais oferecidos pelo governo.

Diferente dos últimos anos, quando as taxas de retornos oferecidas eram totalmente distorcidas, para não dizer fora da realidade, o governo atual possui maior racionalidade econômica e a necessidade de sucessos nesses leilões por conta do cumprimento da meta fiscal podem abrir boas oportunidades para a empresa.

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