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Novos mercados para Embraer, JBS "apaga" Friboi das embalagens, produção da Petrobras e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta segunda-feira (19)

SÃO PAULO - Em destaque no noticiário corporativo, estão a Embraer, no dia do International Paris Air Show, enquanto a JBS segue no radar dos mercados. Atenção ainda para a produção de petróleo da Petrobras. Confira os destaques do noticiário corporativo desta segunda-feira (12):

Embraer (EMBR3)
No dia em que as gigantes do setor aéreo se reúnem na França em busca de negócios multimilionários no International Paris Air Show, a Embraer é um dos destaques do radar corporativo. 

Em entrevista à Bloomberg TV, o CEO da companhia Paulo Cesar Silva afirmou que a Embraer está “muito feliz” com o nível de demanda pelas aeronaves E2 e vê potencial para 600 encomendas, incluindo pedidos firmes, cartas de intenções, memorandos de entendimento. Segundo ele, a família E2 está no prazo e dentro do orçamento; a entrada em operação é esperada para primeiro semestre de 2018. Ele ainda afirmou que o mercado de jatos comerciais está lotado e “sob enorme pressão”, espera-se um mercado mais neutro em dois anos. A expectativa de que governo dos EUA aprove vendas de jatos ao Irã “em breve”, mas é difícil prever um prazo.

Ele ainda afirmou que a instabilidade política no Brasil prejudica a imagem das empresas locais; porém, apontou, a Embraer não é afetada porque maior parte de suas receitas vem de fora do Brasil. Ao falar sobre o câmbio, Silva destacou que a volatilidade da moeda é “muito desafiadora”, mas não é uma grande questão para a Embraer pelo hedging e exposição a outras moedas.

Neste domingo, Paulo Cesar Silva disse em entrevista que Embraer espera receber encomenda do avião de transporte militar e reabastecimento KC-390 de um novo cliente ainda este ano e que está em negociações com países como Portugal e Nova Zelândia.

Destaque ainda para a notícia do jornal O Estado de S. Paulo de que o avião de ataque A-29 Super Tucano, da Embraer Defesa e Segurança (EDS), será avaliado em julho pela Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), para substituição do jato A-10 Javali na frota de ações contra alvos no solo. Os ensaios serão conduzidos no complexo de Holloman, no Novo México. A observação ainda não é um programa, todavia, especialistas militares americanos estimam que um futuro pacote, a ser definido nos próximos anos, possa abranger mais de 120 unidades, valendo acima de US$ 1,2 bilhão.

O convite é importante para a Embraer. A demanda por aeronaves da classe do Super Tucano está em crescimento na Ásia, África, Oriente Médio e América Latina. O convite do Pentágono é fator de prestígio, e eventualmente um bom argumento comercial, em um segmento avaliado em US$ 3,5 bilhões, envolvendo encomendas potenciais de 300 aeronaves. O principal produto militar da companhia já atua regularmente na aviação do Afeganistão, Angola, Brasil, Burkina-Fasso, Chile, Colômbia, Equador, Indonésia, EUA, Líbano, Mauritânia, Mali e Republica Dominicana. Confira mais clicando aqui. 

JBS (JBSS3)
Mais uma vez, as notícias sobre possíveis retaliações do governo Michel Temer à JBS ganham o noticiário. Segundocontas da empresa. Seria uma retaliação pelo fato de Joesley Batista ter acusado o presidente Michel Temer de receber propina em depoimento de delação premiada. Os interlocutores da empresa receberam uma negativa como resposta, mas foram avisados de que há vários procedimentos instaurados envolvendo firmas do grupo J&F e outros serão abertos com base nos crimes que seus donos confessaram." target="_blank"> o jornal O Estado de S. Paulo, executivos da JBS procuraram dirigentes da Receita Federal preocupados com especulações de que o governo havia determinado uma devassa nas contas da empresa, como retaliação pelo fato de Joesley Batista ter acusado o presidente Michel Temer de receber propina em depoimento de delação premiada. Os interlocutores da empresa receberam uma negativa como resposta, mas foram avisados de que há vários procedimentos instaurados envolvendo firmas do grupo J&F e outros serão abertos com base nos crimes que seus donos confessaram. 

Já a Folha de S. Paulo destacou que depois de investir em propagandas com celebridades como Tony Ramos e Roberto Carlos para promover a Friboi, a JBS mudou de estratégia e deixou de imprimir o nome da marca na etiqueta de seus produtos em meio à crise da marca. O jornal destaca que a linha de itens Do Chef Friboi, também fabricada pela JBS, foi distribuída para os supermercados com uma logomarca diferente da original. 

A etiqueta das bandejas com data de fabricação a partir da primeira semana deste mês traz apenas a marca Do Chef, sem a palavra Friboi. Estratégia semelhante deve ser aplicada pela JBS na marca Maturatta Friboi, informa a Folha. Ao ser questionada pelo jornal, a JBS respondeu que as operações seguem normais. "A Friboi tem um grande portfólio de marcas, que segue uma estratégia de canais de distribuição e mercados preferenciais. Todas seguem operando normalmente, conforme seus planejamentos de longo prazo", disse a JBS.

O jornal também ressalta que a J&F, acusada de montar operações no mercado financeiro para faturar com as acusações que fez ao presidente Michel Temer e outros políticos, decidiu contratar uma auditoria externa e promover uma devassa nos dados relativos à compra de ações e operações de câmbio da empresa. Ela prepara material para se defender nas investigações de que se tornou alvo após a divulgação das delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Por fim, a Eldorado, da J&F, disse em comunicado que sua controladora 
assinou acordo de confidencialidade com Arauco para análise de eventual transação.

Petrobras (PETR3;PETR4)
A Petrobras informou que a sua produção total de petróleo e gás natural, em maio, foi de 2,80 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), sendo 2,68 milhões boed produzidos no Brasil e 120 mil boed no exterior.

A produção média de petróleo no país foi de 2,18 milhões de barris por dia (bpd), volume 3,9% superior ao de abril. Esse resultado se deve, principalmente, ao início de produção de mais um projeto, no sul do campo de Lula, na Bacia de Santos, através da plataforma P-66, no dia 17 de maio; ao retorno à produção após parada para manutenção das plataformas P-37 (campo de Marlim na Bacia de Campos) e FPSO Cidade de Angra dos Reis (campo de Lula), assim como a entrada de um novo poço produtor no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos. Em maio, a produção de gás natural no Brasil, excluído o volume liquefeito, foi de 78,9 milhões
de m³/d, 0,5% acima do mês anterior. 

Em maio, a produção de petróleo e gás natural operada pela Petrobras (parcela própria e dos parceiros), na camada pré-sal, foi de 1,57 milhão de boed, volume 5,1% acima do realizado no mês anterior. Esse resultado decorreu, principalmente, do início da produção do projeto Lula Sul, através da P-66, e do retorno à produção após parada para manutenção da plataforma FPSO Cidade de Angra dos Reis.

Cosan (CSAN3)
A Raízen Energia, joint venture entre os grupos Cosan e Shell, venceu na sexta-feira, 16, o leilão judicial e vai ficar com duas usinas de açúcar e álcool que pertencem ao grupo Tonon Bioenergia. A companhia fez uma oferta de R$ 823 milhões pelas duas unidades que ficam no interior de São Paulo.

Em recuperação judicial desde 2015, a Tonon colocou à venda duas de suas três unidades. Apenas dois grupos fizeram oferta pelos ativos da companhia. Além da Raízen, também participou do leilão o grupo Suem, de São Paulo. A Tonon pretende manter sua terceira usina, no Estado vizinho de Mato Grosso do Sul.

As duas unidades adquiridas pela Raízen são consideradas estratégicas para a companhia, uma vez que complementam os negócios do grupo nas regiões de Araraquara e Jaú, segundo fontes ligadas à empresa.

Em nota, a Cosan informou que "a aquisição do grupo Tonon é um importante passo para a companhia, em linha com sua estratégia no mercado sucroenergético. Trata-se de um grupo bastante respeitável e tradicional do setor, com duas unidades estrategicamente localizadas próximas às suas áreas de atuação, que permitirá acesso a mais de 60 mil hectares de áreas cultiváveis e com expectativa de moer 4,9 milhões de toneladas de cana por ano." A conclusão do negócio, contudo, depende de trâmites relativos à recuperação judicial em curso.

Recomendações
No radar de recomendações, a B3 (BVMF3) foi elevada de manutenção para compra no Deutsche Bank, enquanto a Tegma (TGMA3) teve cobertura iniciada com recomendação neutra pelo Safra.

(Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado) 

JBS Friboi 01 - Unidade Lins
(Divulgação JBS Friboi)

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