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Petrobras ON cai pela 3ª vez, enquanto PN salta 56% em 8 dias; Usiminas sobe até 27%

Confira abaixo os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão

bolsa painel
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa teve pregão volátil nesta quarta-feira (9) com investidores estrangeiros realizando lucros enquanto o noticiário político seguia agitado. O índice foi pressionado pelos papéis dos bancos, que realizam após forte alta ontem, principalmente as ações do Banco do Brasil (que subiram 10% segunda-feira), enquanto Petrobras oscilou entre perdas e ganhos por mais um dia, apesar da disparada do petróleo lá fora. 

Destaque nesta sessão também para a Usiminas, que chegou a disparar 27% nesta sessão, em meio à discussão sobre aumento de capital de R$ 1 bilhão - que levou as ações para disparada de 8% no leilão de fechamento de ontem. Após boatos nesse sentido, a companhia confirmou nesta tarde que reunião do conselho de administração, que ocorrerá ocorrer na sexta-feira (11), irá tratar do assunto.

Subiram forte hoje também ações apontadas pelo BTG Pactual nesta quarta-feira como as que mais ganharam em caso de impeachment. Entre as 10 ações listadas pelo banco, as que tiveram maiores ganhos hoje foram: Rumo (RUMO3, R$ 9,47, +9,47%), JBS (JBSS3, R$ 11,87, +6,17%), Banrisul (BRSR6, R$ 6,84, +4,91%), Iochpe-Maxion (MYPK3, R$ 11,90, +4,66%).

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Confira abaixo os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 9,56, -0,93%; PETR4, R$ 7,60, +1,74%)
As ações da Petrobras tiveram mais uma sessão instável nesta quarta-feira, oscilando entre queda de 2% e alta de 4%. Pelo terceiro pregão seguido, as ações ordinárias caíram, enquanto as preferenciais seguiram para sua oitava alta consecutiva. Apesar dos ganhos, os papéis da estatal descolaram dos preços do petróleo lá fora, com contrato do Brent registrando expressiva alta de 3,25%, a US$ 40,94 o barril. 

No radar da Petrobras, o governo pretende realizar o segundo leilão de áreas no pré-sal em 2017, conforme informou o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida. O modelo de leilão ainda deverá ser definido nos próximos seis meses. A medida visa estimular o setor, gerando atratividade para outras empresas, uma vez que há reservas de petróleo confirmadas. Ao todo, deverão ser ofertadas cerca de 20 áreas vizinhas a blocos já concedidos pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). 

Ainda no setor petrolífero, ganha destaque a notícia de que o governo estaria pressionando a Petrobras a investir em áreas subaproveitadas fora do pré-sal, como blocos da Bacia de Campos, hoje responsável pela maior parte da produção nacional. Conforme mostra reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, se fossem feitos novos investimentos, a área poderia render produção de mais 200 mil barris por dia e render R4 800 milhões em royalties. Os campos marginais improdutivos por mais de seis meses teriam suas concessões cassadas.

A Petrobras comunicou que a ICBC Leasing desembolsou US$ 1 bilhão. Os recursos fazem parte da estrutura de leasing financeiro da plataforma P-52, disse a companhia, destacando que a operação tem prazo de 10 anos e é decorrente do acordo de cooperação entre a Petrobras e o ICBC Leasing, assinado durante a visita do primeiro-ministro chinês Li Keqiang ao Brasil, em maio de 2015. A transação faz parte da estratégia financeira de diversificar suas fontes de financiamento, disse a Petrobras. 

Ainda no radar da estatal, a CNPE autorizou a renovação de concessão de campos da Petrobras. Os prazos de vigência dos campos da Rodada Zero, realizada em 1998 e que ratificou os direitos da Petrobras na forma de contratos de concessão, serão prorrogados com base em algumas condições. 

Vale e siderúrgicas
As ações da Vale (VALE3, R$ 14,50, -3,53%; VALE5, R$ 10,88, -3,20%) seguiram em forte queda nesta sessão, acompanhando o movimento do preço do minério de ferro, que caiu 8,8% no porto de Qingdao, indo a US$ 58,02 a tonelada. Acompanharam o movimento os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 5,00, -5,66%), holding que detém participação na mineradora. A CSN (CSNA3, R$ 6,82, -4,08%) - siderúrgica mais exposta ao minério de ferro - descolou das demais ações do setor e também caiu forte hoje.   

Frigoríficos
As ações da Minerva (BEEF3, R$ 11,70, +3,08%) subiram forte após números bons para o 4° trimestre. A companhia informou que encerrou o quarto trimestre de 2015 com lucro líquido de R$ 66,5 milhões, revertendo prejuízo de R$ 304 milhões registrado no mesmo período do ano passado. A receita líquida somou R$ 2,753 bilhões no quarto trimestre de 2015, alta de 29,4% sobre os R$ 2,127 bilhões do mesmo período de 2014. Já o Ebitda somou R$ 337,0 milhões, alta de 71,7% sobre os R$ 196,3 milhões do mesmo período do ano de 2014. Já a margem Ebitda foi de 9,2% no quarto trimestre de 2014 para 12,2%. 

Segundo o Bradesco BBI, os bons resultados refletem melhores condições do setor no Brasil, o que deverá traduzir-se em um forte 2016”; “dívida líquida/EBITDA deve, finalmente, cair abaixo de 3 vezes em 2016, preparando terreno para a geração de caixa sustentável”. O Credit Suisse destacou que a empresa mostrou uma boa melhora na parte operacional (margem Ebitda de 12,2% no 4° trimestre, contra 11,6% no 3° trimestre e 9,2% no 4° trimestre de 2014), principalmente em função de um maior "spread" entre a operação de carne e arroba do boi. 

Os analistas do Credit ponderam, no entanto, que o cenário que vem sendo traçado para os próximos trimestre é desafiador, com provável desaceleração dos ganhos em função de menores preços de exportação e o ambiente desafiador para a demanda doméstica. Ainda assim, eles ressaltaram que veem bom potencial de valorização para a ação da Minerva. 

'Carteira impeachment'
Destaque ainda nesta nesta sessão para ações listadas pelo BTG Pactual como as que mais tendem a ganhar em cenário de mudança política no Brasil. Em comum, são ações de risco elevado, mas que operam bastante descontadas e devem se beneficiar de melhores condições econômicas. Todas as ações listadas para esse novo portfólio do banco subiram hoje. São elas: JBS (JBSS3, R$ 11,87, +6,17%), Gerdau (GGBR4, R$ 4,90, +1,66%), Qualicorp (QUAL3, R$ 14,61, +0,90%), Banrisul (BRSR6, R$ 6,84, +4,91%), Eletropaulo (ELPL4, R$ 8,65, +3,59%), Iochpe-Maxion (MYPK3, R$ 11,90, +4,66%), Rumo (RUMO3, R$ 3,70, +9,47%), Direcional (DIRR3, R$ 5,35, +1,90%) e IMC Holding (MEAL3, R$ 4,25, +1,43%). A exceção foi Cyrela (CYRE3, R$ 9,65, -0,31%), que virou para queda no final do dia. 

Usiminas (USIM5, R$ 1,92, +23,87%)
As ações da Usiminas dispararam até 27% após notícia de que o grupo Nippon Steel vai propor na reunião do Conselho de Administração da Usiminas um aumento de capital de cerca de R$ 1 bilhão e está disposta a bancar sozinha a injeção de recursos caso outros sócios na siderúrgica brasileira não queiram participar da operação, afirmou uma fonte com conhecimento direto do assunto disse a Reuters na terça-feira.

O objetivo da Nippon, que divide o controle da Usiminas com o grupo ítalo-argentino Techint, é que a aprovação do aumento de capital pelo Conselho da companhia ajude a convencer bancos credores a aceitarem carência no vencimento de dívidas de curto prazo que ameaçam a solvência da empresa. A reunião do Conselho de Administração da Usiminas está marcada para a sexta-feira.

A expectativa do grupo japonês é que a injeção de recursos via aumento de capital possa ocorrer três meses após o Conselho da Usiminas aprovar a operação, considerada pela Nippon como única saída para evitar que a siderúrgica brasileira seja obrigada a fazer um pedido de recuperação judicial, disse a fonte que pediu para não ser identificada.

Ontem, os papéis da siderúrgica, que operavam no negativo, dispararam 8% no leilão de fechamento "antecipando" uma notícia que foi publicada na Bloomberg poucos minutos após encerrar o pregão. Segundo informações da agência, a ítalo-argentina Ternium defendeu nesta tarde uma negociação para prolongar o vencimento das dívidas da siderúrgica, que atualmente corre o risco de precisar pedir recuperação judicial. 

Construção civil 
As ações do setor de construção civil chegaram a disparar até 8%, mas perderam força ao longo do dia. Mais cedo, puxava a alta a expectativa do mercado para uma Selic mais baixa esse ano, além da notícia de que o governo avalia medidas adicionais para estimular o crédito imobiliário e aumento da aversão ao risco entre os investidores diante do cenário político. No final da sessão, as maiores altas do setor foram reduzidas para as ações da Lopes Brasil (LPSB3, R$ 3,10, +3,68%), Direcional (DIRR3, R$ 5,35, +1,90%) e Even (EVEN3, R$ 4,80, +1,48%)

Segundo o jornal O Globo, o governo avalia medidas adicionais para estimular o crédito imobiliário para dar um fôlego à construção civil. Para enfrentar o problema, empresários do setor pediram à equipe econômica uma nova alteração nos compulsórios — dinheiro captado pelos bancos com a caderneta de poupança e que fica retido no Banco Central (BC) — para injetar no mercado R$ 25 bilhões. 

Eletrobras (ELET3, R$ 6,91, +2,07%; ELET6, R$ 11,20, +2,85%) 
Segundo o Valor, a Furnas, subsidiária da Eletrobras, avalia adquirir linhas da Abengoa no País. Ontem, a transmissora de energia elétrica Taesa (TAEE11), controlada pela estatal mineira Cemig e pelo fundo Coliseu, informou não avaliará a aquisição de ativos da espanhola Abengoa no Brasil se o governo federal não permitir uma majoração na receita anual estabelecida para os empreendimentos, conforme afirmou à Reuters nesta terça-feira o presidente da companhia, José Aloíse Ragone.

O Ministério de Minas e Energia tem procurado interessados em assumir concessões da Abengoa desde que a empresa paralisou todos os projetos no Brasil ao final do ano passado, quando a matriz da empresa entrou com pedido preliminar de recuperação judicial na Espanha.

"Não faz sentido nenhum, e não vamos envidar nenhum esforço, estamos em espera... não iremos avaliar as concessões se não houver elevação na receita e nos prazos", disse o executivo.

Anima (ANIM3, R$ 11,43, -1,38%)
As ações da Anima caíram em meio a números fracos no 4° trimestre. A companhia registrou receita líquida de R$ 214,6 milhões, ante estimativa de R$ 212,3 milhões, com alta de 1,5% na comparação anual. O lucro líquido ajustado foi de R$ 10,2 milhões, com queda de 56% na mesma base de comparação anual. Já o Ebitda ajustado somou R$ 25,5 milhões, com queda de 18%, enquanto o margem Ebitda ajustado foi de 11,9%, ante 14,8% no quarto trimestre de 2014.  

Para o BTG Pactual, a Anima soltou um balanço fraco, ressaltando que o "momentum" para os lucros deve seguir pressionado, sem expectativas de melhora no curto prazo. O Credit Suisse ressaltou que vê mais pressão nas margens ao longo do ano, em meio à queda da base de alunos esperada para 2016 (com custos e opex não ajustados para esse cenário). 

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