Por Thiago Salomão Em mercados  07 jan, 2016 00h55 - Atualizada em 06h55

Bolsa da China desaba 7%, aciona "circuit breaker" e tem pregão mais curto da história

Quando o índice CSI300 cai mais de 7%, os negócios são encerrados para o resto do dia; é o segundo circuit breaker por lá na semana

Por Thiago Salomão Em mercados  07 jan, 2016 06h55

SÃO PAULO - Se você já se assustou com a forte queda dos mercados na última quarta-feira (6), então prepare o coração para esta quinta-feira (7). Na China, o índice de ações CSI300 caiu mais de 7%, o que acionou um novo "circuit breaker" e provocou o encerramento dos negócios para o resto do dia. 

É a segunda vez na semana que é acionado por lá o circuit breaker, que é um mecanismo de defesa usado pelas reguladores do mercado de ações para evitar excesso de volatilidade dos mercados. No caso da China, o circuit breaker funciona da seguinte maneira: se o índice CSI300 cai ou sobe mais de 5%, os negócios são interrompidos por 15 minutos; se a queda superar os 7%, as negociações são encerradas para o resto do dia.

O pregão teve apenas 30 minutos de duração antes do acionamento dos circuit breakers, o menor da sua história de 25 anos. O CSI300 fechou com dura queda de 7,21%. O Shangai Composite, principal índice de ações do país, também teve um fechamento trágico: 7,32% de desvalorização, a 3.116 pontos.

Se em 2015 a segunda maior economia do mundo trouxe preocupações ao mercado por conta do seu processo de desaceleração de crescimento, 2016 tem trazido dados que mostram uma "freada" mais forte que o esperado na atividade chinesa. Dois indicadores de atividade divulgados nesta semana foram muito mal recebidos, assim como o movimento de desvalorização da moeda chinesa adotada pelo BC local.

O pessimismo se espalhou rapidamente nos mercados após o Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) ter estabelecido a taxa de paridade para as transações cambiais desta quinta em 6,5646 yuans por dólar, o menor nível desde 2001 e 0,5% abaixo dos 6,5314 yuans por dólar de ontem. O ajuste na taxa de referência foi o mais forte desde 13 de agosto.

Aumentando a dose de pessimismo, o mercado presenciou na última quarta-feira uma forte queda nos preços do petróleo e uma série de corte de projeções anunciadas pelo Banco Mundial em relatório. Vale lembrar ainda que o governo chinês tem adotado medidas pouco saudáveis para impedir ainda mais quedas das ações, como injeção de capital em fundos de curto prazo ou a proibição de grandes investidores de venderem certas ações.

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(Reuters)

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