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Após rebaixar Brasil, Fitch corta rating dos principais bancos do País

Na opinião da Fitch, apesar de diversos indicadores positivos nos balanços das empresas, os bancos estão enfrentando fortes contratempos em função da deterioração do ambiente operacional

SÃO PAULO - A Fitch anunciou nesta quarta-feira (21) o corte do rating dos principais bancos brasileiros, incluindo o Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Santander, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e Caixa Econômica Federal. De acordo com a nota da agência, o corte segue o rebaixamento da nota soberana ocorrida na semana passada.

Completam a lista de instituições afetadas: Banco Votorantim, Itaú Unibanco Holding, Itaú BBA, Banco Safra, BTG Pactual, BTG Pactual Holding, BTG Investments, Banco Pan, Brazilian Finance & Real Estate, Brazilian Mortgages Cia Hipotecaria, Brazilian Securities Cia de Securitização, Banco ABC Brasil e Daycoval.

Na opinião da Fitch, apesar dos importantes colchões de reserva em termos de capacidade de geração de resultados, da saudável cobertura de provisões para perdas de crédito, do capital satisfatório, liquidez confortável e melhor perfil de captação, os bancos brasileiros estão enfrentando fortes contratempos em função da deterioração do ambiente operacional.

"Estes desafios estão refletidos na elevação das taxas de desemprego, no aumento do endividamento dos consumidores e das empresas, na crescente inflação e depreciação da moeda, além do cenário de recessão econômica que deverá persistir ao longo de 2016", diz o relatório da agência.

"Essas pressões poderão resultar em patamares mais baixos de lucratividade na maioria dos participantes, os quais poderão precisar de mais tempo para se recuperar, devido à longa extensão da atual crise econômica, em comparação a recessões econômicas anteriores, no Brasil", completa a Fitch.

Os IDRs (Issuer Default Ratings – Ratings de Probabilidade de Inadimplência do Emissor) de 8 instituições financeiras (BdB, BV, Bradesco, IUH, Itaú Unibanco, IBBA, Santander Brasil e Safra) foram rebaixados, e os ratings foram colocados em perspectiva negativa. Enquanto isso, outras 9 instituições (BTG, BTGH, BTGI, Pan, BFRE, BM, BS, ABC Brasil e Daycoval) tiveram as perspectivas de seus IDRs de Longo Prazo revisadas para Negativa, de Estável.

Já os Ratings de Viabilidade (RV) de seis dessas instituições financeiras (Bradesco, IUH, Itaú Unibanco, IBBA, Santander Brasil e Safra) também foram rebaixados, enquanto cinco delas tiveram seus Ratings de Viabilidade afirmados (BdB, BV, Daycoval, ABC Brasil e Pan).

Bradesco Itaú
(Reprodução)

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