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Governo teme contágio de corte da Petrobras; veja mais 9 notícias no radar

Confira os principais destaques corporativos desta quarta-feira; a matéria será atualizada até a abertura da Bovespa às 10h (horário de Brasília)

Petrobras Macaé Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - A quarta-feira (25) inicia carregada de notícias sobre a Petrobras (PETR3; PETR4), que teve seu rating cortado para grau especulativo na noite de ontem pela agência Moody's. Analistas trabalham com cenário ruim nesta sessão para as ações da companhia, movimento que deve, inclusive, pesar fortemente sobre os papéis dos bancos, que têm empréstimos com a estatal.  

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o governo já teme que rebaixamento contamine a nota de crédito do Brasil. Nesta quarta-feira, os ministros da equipe econômica devem se reunir com a presidente Dilma Rousseff para fazer uma avaliação da perda do grau de investimento da Petrobras e definir uma estratégia de trabalho. Ainda de acordo com a Folha, a estatal apresentará seu balanço auditado até o fim de março. Ao justificar decisão do corte, agência de risco citou as investigações e o atraso na divulgação do balanço auditado. 

Telefônica (VIVT4)
Telefônica Brasil divulgou seu balanço do quarto trimestre de 2014, reportando um lucro líquido de R$ 1,26 bilhão no período. O valor representa uma alta de 23,3% antes os R$ 1,02 bilhão registrados um ano antes. No acumulado de 2014 a companhia viu seu lucro subir 32,9%, passando de R$ 3,72 bilhões para R$ 4,94 bilhões. Segundo o Bradesco BBI, a companhia mostrou boa disciplina de corte de custos, com o quarto trimestre reforçando status premium da companhia no mercado de telefonia móvel brasileiro, com fluxo de caixa robusto e distribuição de dividendos. 

OSX (OSXB3)
A OSX anunciou a renúncia de Claudio Antônio da Silva Zuicker ao cargo de Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Companhia. "A renúncia ocorre após o cumprimento com êxito de importantes etapas do plano de reestruturação da Companhia e de suas subsidiária OSX Construção Naval S.A. e OSX Serviços Operacionais Ltda., inclusive a aprovação em assembleia geral de credores dos respectivos planos de recuperação judicial", disse a companhia. A companhia também informou que Vladimir Kundert Ranevsky, Diretor-Presidente da OSX, acumulará os cargos de Diretor Financeiro e de Diretor de Relações com Investidores.

ALL (ALLL3)
Bloqueios de caminhoneiros em estradas de vários Estados do Brasil estão afetando as operações da operadora ferroviária ALL, que tem registrado problemas de carregamentos de composições nos Estados do Paraná e Mato Grosso, informou a empresa nesta terça-feira. A empresa informou que os trens que circulam até o porto de Paranaguá (PR) estão regressando descarregados. Segundo a companhia, no terminal de Rondonópolis (MT), aproximadamente dois trens estão deixando de serem carregados com grãos diariamente desde a semana passada, quando os protestos dos caminhoneiros começaram.

JBS (JBSS3)
A JBS informou nesta terça-feira que vai parar oito unidades de carnes devido ao bloqueio de estradas por caminhoneiros, que afeta a entrega de ração para as criações e também de insumos industriais, como embalagens. A empresa disse que até o fim da terça-feira estariam suspensas as atividades de unidades em Campo Mourão (PR), Sidrolância (MS), Seara (SC), São Miguel do Oeste (SC), Ana Rech (RS) e Jaguapitã (PR) e de duas unidades de Itapiranga (SC). 

Braskem (BRKM5)
É grande a probabilidade da definição quanto ao custo do fornecimento de nafta (principal matéria-prima do setor petroquímico) da Petrobras para a Braskem estender-se além de fevereiro, disse a XP Investimentos. O presidente da Braskem, Carlos Fadigas, admite que, dentro do cenário atual, um novo aditivo no acordo é uma opção concreta. No final de agosto de 2014, a Braskem assinou com a estatal um aditivo ao contrato de nafta com vigência até o fim deste mês de fevereiro. As condições daquela ocasião foram mantidas e o preço será ajustado retroativamente a 1 de setembro de 2014, quando da assinatura do novo acerto. Até agora, as empresas, que não revelam os números debatidos, não chegaram a uma indicação final sobre o valor da nafta. 

Weg (WEGE3)
A Weg aproveitou o fechamento da Bolsa para enviar diversos comunicados aos seus acionistas. O primeiro dele diz respeito a proposta de um desdobramento de ações, a ser aprovado em assembleia no dia 31 de março. A ideia é que cada ação atual da companhia passe a ser representada por 2 ações, sem alteração do valor do capital social da companhia. Em fato relevante, a companhia também informou que irá pagar dividendos complementares no valor total de R$ 167.494.471,65, correspondente a R$ 0,207646611 por ação, aos titulares de ações escriturais. A partir de hoje, as ações serão negociadas "ex-dividendo complementar". O pagamento do dividendo complementar, bem como dos JCP declarados em setembro e dezembro de 2014, ocorrerá a partir do dia 11 de março de 2015.

Por fim, a Weg também anunciou sua nova equipe de diretores executivos. No Conselho de Administração André Luis Rodrigues passa a ser o novo Diretor Superintendente Administrativo Financeiro. Enquanto isso, Sérgio Luiz Silva Schwartz deixa de ocupar o cargo de Diretor de Relações com Investidores, que passa a ser exercido por Paulo Geraldo Polezi. Polezi acumulará este cargo com sua atual função de Diretor de Finanças.

Multiplan (MULT3)
A Multiplan teve alta de 14% em sua receita líquida de 2014, atingindo R$ 1,1 bilhão. O lucro líquido registrou aumento de 29,3% e chegou a R$ 368,1 milhões no ano passado. Os principais contribuintes para aumento na receita bruta foram a receita de locação, com 64,2% de alta, seguido da receita de estacionamento, com expansão de 12,7%.

Usiminas (USIM3; USIM5)
O T
ribunal de Justiça de Minas Gerais que analisa a disputa em torno do comando da Usiminas decidiu adiar em 30 dias julgamento sobre houve violação de acordo de acionistas na demissão do presidente da companhia e de mais dois altos executivos ocorrida em setembro. Segundo o grupo siderúrgico latino-americano Ternium, que trava uma batalha contra a japonesa Nippon Steel pela gestão da Usiminas, dois dos três desembargadores envolvidos no caso optaram por pedir vistas ao processo.

Brasil Pharma (BPHA3)
A empresa negou informações de que estaria negociando a venda de farmácias, conforme apontado ontem pelo Valor. 

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