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SÃO PAULO – O Ibovespa cai puxado principalmente pela forte queda das ações da Petrobras. Bancos e Vale, que também possuem forte participação na carteira do índice caíam. O motivo do mau humor do mercado era novamente a queda dos preços do petróleo em dia de corte de projeções para a commodity pelo Goldman Sachs, o que anulava o efeito positivo de uma espera por estímulos do BCE que vêm trazendo alta às bolsas europeias. Às 16h04 (horário de Brasília), o índice caía 1,40%, a 48.158 pontos.
Enquanto isso, o dólar subia e interrompia trajetória de queda dos últimos dias ficando cotado a R$ 2,6672 na venda. Já o barril WTI, negociado em Nova York, desabava 4,88%, a US$ 46,01, batendo nesta sessão o menor patamar desde abril de 2009. O petróleo Brent, de Londres, registrava queda de 5,29%, a US$ 47,39.
O petróleo voltava a desabar após o Goldman Sachs reduzir sua projeção para o barril de petróleo Brent esse ano de US$ 84 para US$ 50 o barril, o que, consequentemente, o fez revisar para baixo a preço-alvo das ações da Petrobras, de R$ 12 para R$ 11. A projeção para o barril WTI caiu de US$ 74 para US$ 47.
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Hoje, as ações da Petrobras (PETR3, R$ 8,74, -5,92%; PETR4, R$ 8,90, -5,32%) desabavam na Bolsa. Além das preocupações sobre o petróleo, aparece no radar da estatal ainda informações de que a companhia estaria analisando vender participações em áreas no pré-sal como solução de curto prazo para enfrentar dificuldades financeiras, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Investidores financeiros e petroleiras instalados no exterior estão sendo sondados para avaliar se têm interesse no negócio.
Na Europa, o mercado ficava de olho em informações de que o BCE (Banco Central Europeu) estaria considerando um programa de compra de títulos de 500 bilhões de euros para conter deflação na região do euro, segundo uma fonte ouvida pela Bloomberg.
Destaques
Voltando aos destaques da Bolsa, as ações da Eletrobras (ELET3, R$ 5,60, +0,54%; ELET6, R$ 7,77, +1,97%) subiam forte. O presidente da Abradee, Nelson Leite, disse na sexta que a solução para a dívida bilionária do setor elétrico passa pelo empréstimo às distribuidoras e pelo reajuste extraordinário das tarifas.
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No entanto, a Agência Estado apurou que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tem se mostrado contrário a um novo socorro às distribuidoras. Além disso, na quinta o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou que não há uma decisão tomada sobre o socorro de bancos públicos às empresas elétricas. Uma nova reunião sobre o assunto entre o Ministério de Minas e Energia e a equipe econômica do governo deve ocorrer esta semana.
Chamava atenção também a forte queda das ações do setor financeiro, que seguiam o mau humor do mercado e ajudavam a pressionar o Ibovespa hoje: Bradesco (BBDC4, R$ 34,94, -1,49%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 34,17, -1,73%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,14, -1,77%). No radar dos bancos, há uma notícia de que a derrocada de Eike Batista teria custado R$ 7,9 bilhões às instituições, montante este que equivale a 27% do prejuízo pelo bilionário, atingindo também os fornecedores e compradores de seus títulos de dívida.
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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Agenda
A agenda do dia tem a divulgação do IGP-M, do Relatório Focus e da Balança Comercial.
O Índice Geral de Preços-Mercado subiu 0,29% em janeiro depois de uma expansão de 0,63% em dezembro, com os preços no atacado crescendo em um ritmo mais lento. Já no Focus, as previsões de diversas instituições financeiras para indicadores econômicos brasileiros, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2015 caiu de 0,5% para 0,4%, enquanto o IPCA, medidor oficial de inflação usado pelo governo, subiu de 6,56% para 6,6%.
Já a Balança Comercial registrou queda tanto nas exportações como nas importações. O saldo comercial entre 1 e 11 de janeiro está negativo em US$ 983 milhões. Esse número foi formado pela diferença entre exportações, que somaram US$ 3,854 bilhões no período, e importações, que foram de US$ 4,837 bilhões.
(Com agências)