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SÃO PAULO – O ano de 2013 não foi nada bom para o Ibovespa e para a economia brasileira em geral. O benchmark da bolsa brasileira caiu 15,5% e registrou um dos piores desempenhos do mundo, enquanto o PIB do País teve um desempenho bem menor do que o esperado no início do ano; a inflação seguiu resiliente e a Selic subiu muito acima do que era esperado pelo mercado.
Contudo, isso não quer dizer que este ano seja ruim, conforme aponta o BB Investimentos, que acredita que o Ibovespa deva terminar 2014 a 65.000 pontos, registrando uma alta de 26,2% em relação ao fechamento de 2013, de 51.507 pontos. Para tanto, o analista Nataniel Cezimbra avalia que um possível rebaixamento da classificação de rating do Brasil – em junho, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou a perspectiva da nota soberana do País de estável para negativa – já está precificado.
Além disso, Cezimbra destaca que a bolsa brasileira alterou a metodologia do Ibovespa, sendo agora fundamentada no free float (ações em circulação) de cada ação e em sua cotação, podendo refletir mais o “momento” de mercado. E, neste cenário, avalia o analista, em um quadro geral, baseado nas expectativas de mercado, as empresas exportadoras tenderão a ser beneficiadas, entre outros fatores, pela desvalorização esperada na taxa de câmbio “Este ano, dentro dos setores, deve-se ‘peneirar’ finamente os papéis, e os balanços finais divulgados pelas empresas, que deverão ocorrer principalmente em fevereiro até meados de março, como balizadores de posicionamentos mais agressivos por parte dos investidores, tanto domésticos, como estrangeiros”.
O analista se baseia em três premissas básicas para tomar as recomendações para 2014: primeiro, o maior crescimento global induzirá a uma elevação de preços das commodities não-agrícolas e, em menor escala, das agrícolas, com suas cotações médias situando-se acima das cotações médias de 2013.
Segundo, influenciados positivamente pelos eventos da Copa do Mundo e por perspectivas em relação à realização daqui a dois anos das Olimpíadas no Brasil, os investimentos em infraestrutura deverão prosseguir dando suporte a investimentos de longo prazo. Por fim, em terceiro lugar, está a indústria, que já sinalizou recuperação em 2013; as vendas no varejo tiveram um avanço menor do que 2012, mas, aparentando ser tão somente uma pausa momentânea; o setor de serviços prossegue em expansão; a taxa de desemprego média em seu mais baixo nível histórico; e a renda real, mesmo que avance de forma mais lenta, ainda estará em patamar recorde.