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"Ações vão subir como um foguete com acordo sobre abismo fiscal", diz gestor

Ralph Acampora não acredita em solução fácil para os problemas, mas vê início de ciclo de alta nos próximos meses

SÃO PAULO - Um acordo sobre o abismo fiscal nos Estados Unidos tem o potencial para abrir espaço para novos ganhos, acredita Ralph Acampora, diretor sênior da Altaira Investment Solutions. "Se tiver alguma forma de acordo, ele vai fazer com que as ações subam como um foguete", afirma o gestor em entrevista à agência norte-americana CNBC

Faltam quatro dias para que o abismo seja evitado ou acabe por ocorrer. Acampora destaca que o mercado reage com nervosismo à essa notícia, e lembra que o índice de volatilidade VIX, da bolsa de opções Chicago, comumente utilizado para medir o "medo" no mercado, atingiu níveis altos nesta última quinta-feira (28). "O medo está crescendo, qualquer coisa que ocorrer, deve ser dramático", acredita Acampora. 

Na opinião do gestor, é muito provável que o abismo não seja resolvido no tempo hábil, o que pode fazer o S&P 500, um dos principais índices norte-americanos, cair mais 4% e a volatilidade, medida pelo VIX, subir para cerca de 26 pontos.

Mas ainda haverá tempo para "corrigir" os problemas até fevereiro e março, quando os EUA deverão atingir o limite do teto da dívida. Para ele, o pior que pode ocorrer é uma queda de 10% do S&P 500, principal termômetro do mercado.

Otimismo no longo prazo
Se essa queda for sistêmica - com investidores estrangeiros fugindo de todas as formas de investimentos de risco - e atingir a bolsa brasileira, a perspectiva é que o Ibovespa recue ainda mais, já que é tradicionalmente mais volátil que os índices norte-americanos. Mas a perspectiva de Acampora, é que o mercado volte a subir e atinja máximas históricas já em 2013. 

"Eu estou otimista para o longo prazo e acho que você tem que comprar a queda, com algum compromisso, o mercado ", diz. Para ele, os temores momentâneos no mercado permitem que os traders se aproveitem dessa fraqueza, mas isso é um pouco. "Mas se você é um investidor de longo prazo que nem eu, você precisa sorrir e arcar com isso", diz. 

Obama bandeira EUA
(Kevin Lamarque/Reuters)

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