Por Edilaine Felix Em mercados / acoes-e-indices  20 abr, 2012 16h59

Conheça o BTG Pactual, banco de André Esteves que deve entrar na BM&FBovespa

Criado em 1983 como Banco Pactual, banco entrou com pedido de companhia aberto em agosto do ano passado

Por Edilaine Felix Em mercados / acoes-e-indices  20 abr, 2012 16h59

SÃO PAULO - O BTG Pactual é uma das cinco empresas autorizadas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a possuir novas ações negociadas na BM&FBovespa neste ano. O período de reserva teve início no dia 11 de abril e se encerra na próxima segunda-feira (23), por isso é importante conhecer a empresa antes de tomar a decisão de investimento.

O BTG Pactual nasceu Banco Pactual em 1983, como banco de investimentos e atualmente atua como private banking, banco de varejo - com a marca PanAmericano (BPNM4) - e no setor imobiliário. Em 2008 foi criado o BTG, por André Esteves - seu controlador -, Pérsio Arida (ex-presidente do Banco Central do Brasil) e um grupo de sócios do Banco Pactual.

Em 2006, Esteves vendeu o Pactual para o suíço UBS. Três anos após a compra, em 2009, em meio à crise econômica mundial, o BTG comprou o Pactual do UBS por cerca de US$ 2,5 bilhões. O negócio era parte da estratégia para reduzir riscos do banco e fortalecer o capital, uma vez que o UBS foi bastante atingido pela crise. A partir de então, o banco passa a se chamar Banco Pactual e de executivos do UBS.

Aquisições
Recentemente, em fevereiro, o BTG Pactual finalizou as negociações, que haviam sido iniciadas em agosto de 2011, de compra da Celfin. Pela transação, o BTG pagou US$ 245 milhões em dinheiro e 2,4% do em ações do BTG para os acionistas da corretora chilena.

Com o negócio, o BTG passou a ter R$ 129 bilhões na área de gestão de recursos e de R$ 49 bilhões em gestão de fortunas. A Celfin tem perto de R$ 8,6 bilhões sob gestão. Para Esteves essa operação consolida a internacionalização do BTG na América Latina.

"Pretendemos fazer tudo isso na região. Fora da América Latina, é outra estratégia. Temos escritórios em outros países, como o de Londres, que vendem a região para investidores estrangeiros", disse Esteves. O BTG pretende fazer as mesmas atividades bancárias feitas no Brasil, gestão de recursos, mercado de capitais fusões e aquisições e crédito a empresas.

Até o Lehman Brothers
Bem antes, em outubro e 2008, o fundo de investimentos do BTG anunciou a compra da Lehman Brothers do Brasil e de seus ativos no país. Na época, Esteves disse que tanto o segmento de banco de investimento como o processo de licenciamento bancário da Lehman Brothers do Brasil serão descontinuados.

O Lehman Brothers foi o quarto maior banco de investimento dos Estados Unidos e pediu concordata em setembro de 2008, depois de não conseguir comprador de suas operações, e foi o primeiro grande banco a entrar em colapso desde o início da crise financeira norte-americana.

Companhia aberta
O BTG Pactual entrou com pedido de companhia aberto em agosto do ano passado. Na época, em nota divulgada pelo banco de investimentos, André Esteves disse que a intenção não é a venda de dívida ou ações, e sim que a companhia caminhe para "aprimorar sua transparência, governança corporativa e estrutura societária".

O pedido de companhia abertou ocorreu logo após a companhia ter vendido 18,65% de seu capital, por um montante de US$ 1,8 bilhão para um consórcio com fundos estrangeiros. Em dezembro de 2010 a família Agnelli e J.C. Flowers, participantes de um consórcio pagou US$ 1,8 bilhão por uma fatia de quase 19% do banco, avaliados naquela transação em aproximadamente US$ 10 bilhões.

Números
No ano passado, o banco teve um lucro líquido de R$ 1,92 bilhão, alta de 70,5% acima do registrado em 2010. A receita líquida foi de R$ 3,2 bilhões , avanço de 32%.

Seu IPO (Initial Public Offering) contará duas ofertas simultâneas: uma no Brasil e outra internacional, exclusivamente para investidores estrangeiros qualificados. A expectativa é que o BTG movimente até R$ 4,1 bilhões.

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