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Fundos imobiliários: como começo a investir?

Devido à forte valorização dos imóveis nos últimos anos, os fundos imobiliários têm apresentado excelentes rentabilidades; veja o passo a passo para começar a aplicar

(SÃO PAULO) - Os fundos imobiliários são uma opção interessante para quem tem interesse em viver de renda. Um dos maiores atrativos desse tipo de aplicação é que o investidor pode adquirir cotas de fundos que detêm shoppings centers, edifícios comerciais de grande porte e outros empreendimentos imobiliários de sucesso por valores muito mais acessíveis.

 Entre as principais vantagens para quem aprende a investir nestes fundos, está a exposição imobiliária diversificada, que reduz os riscos de vacância (desocupação do imóvel) e de deterioração imobiliária em certa região. A gestão profissional é outro ponto atrativo, já que existe uma pessoa especializada analisando o mercado, sempre de olho nas melhores oportunidades.

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A questão tributária também é um diferencial importante. Isso porque, enquanto sobre os rendimentos provenientes de aluguéis de imóveis físicos há a incidência do Imposto de Renda, por meio dos fundos imobiliários os investidores pessoa física são isentos de IR nos dividendos recebidos. É preciso pagar IR apenas sobre a eventual valorização das cotas dos fundos imobiliários negociados em Bolsa, no mês seguinte à venda dos ativos.

Mas quem pretende adquirir fundos imobiliários também precisa ficar atento às desvantagens deste tipo de investimento. Uma delas é a falta de liquidez do mercado secundário. Alguns fundos são pouco negociados na Bolsa e, se você precisar do dinheiro com urgência, pode ter dificuldade em vender suas cotas. O mesmo pode acontecer com quem pretende comprar cotas depois do lançamento do fundo.

Como investir?

1. Cadastre-se em uma corretora de valores

As cotas dos fundos são negociadas na Bolsa ou no mercado de balcão organizado. Então é preciso se cadastrar em uma corretora para conseguir adquiri-las.

2. Escolha o fundo

- É importante analisar alguns dados do fundo antes de escolher, como os imóveis que fazem parte da carteira e o histórico de rentabilidade. Gestores profissionais consideram principalmente o valor dos aluguéis dividido pelo valor das cotas do fundo. O investimento é considerado atrativo sempre que o retorno proporcionado for superior ao da poupança ou outros investimentos de renda fixa.

3. Envie a ordem para a corretora

- O envio da ordem é feito como no mercado acionário. Você consegue comprar pelo próprio home-broker (programa da corretora que permite a compra e venda de ações pela internet). Basta digitar o código do fundo, a quantidade de cotas desejada e o preço que está disposto a pagar por cada uma delas. Se houver alguém interessado em vender as quotas nessas condições, a transação é fechada.

Custos

Taxa de corretagem: Cobrada pela realização da ordem do investidor junto à BM&FBovespa.

Taxa de administração: Cobrada pela gestão do fundo. Em geral, são baixas

Imposto de Renda: As pessoas físicas não pagam IR sobre a renda mensal gerada pelos aluguéis, mas recolhem o imposto mensalmente quando vendem quotas por um valor superior ao da compra.

Riscos

Inadimplência: O inquilino do imóvel pode não pagar o aluguel ou pagar com atraso

Liquidez: O número de negócios com quotas aumentou muito, mas ainda há fundos em que pode ser necessário oferecer algum deságio para vendê-las rapidamente

Mercado: O empreendimento pode perder valor e, portanto, afetar as cotas do fundo

Vacância: Um imóvel está exposto ao risco de passar por um período desocupado

Vantagens dos fundos Imobiliários

- Gestor profissional

- Possibilidade de comprar cotas de grandes empreendimentos

- Facilidade de negociação na bolsa

- Isenção de IR sobre os aluguéis distribuídos pelo fundo - Não se pode comprar exatamente o imóvel desejado – toda a parte de gestão é feita pelo fundo

Desvantagens dos fundos imobiliários

- Não se pode comprar exatamente o imóvel desejado – toda a parte de gestão é feita pelo fundo

- Quem compra um imóvel na planta faz uma operação alavancada, já que costuma desembolsar apenas 30% do valor do imóvel até a entrega das chaves. Se o imóvel se valorizar durante o período de construção, os ganhos do investidor serão exponencializados, portanto. Mas essa é uma operação de alto risco, principalmente quando os preços dos imóveis já se encontram em patamares elevados.

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