Moeda na era digital
Câmbio
Fernando Urich

Notícias surreais da bolha dos títulos soberanos

Por Fernando Ulrich

O título de 40 anos do governo japonês está rendendo apenas 0,22%. Quem deixaria seu dinheiro estacionado por quatro décadas para receber praticamente apenas o principal investido? Não importa, porque nos últimos seis meses, esse ativo deu um retorno de 48%. Exato. O papel rende apenas 0,22%, mas como os rendimentos vêm caindo sistematicamente, o que significa que o preço do título sobe, quem comprou o ativo seis meses atrás e viu o juro dele cair, conseguiu revendê-lo agora e realizar um belo ganho.

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A má precificação de risco é o problema central do sistema financeiro mundial

Por Fernando Ulrich

Se pudéssemos resumir em apenas uma frase o grande problema do sistema financeiro mundial atual (e consequentemente da economia mundial), seria este: A má precificação de risco generalizada. The wide-reaching mispricing of risk.

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Bitcoin, um novo porto seguro na era digital?

Por Fernando Ulrich

Há milhares de anos, o ouro tem sido usado como reserva de valor, como uma forma de preservar riqueza no tempo e no espaço. Preponderou como a moeda corrente mundial por excelência durante milênios. Nos dois últimos séculos, foi o padrão monetário ao redor do qual todas as demais moedas nacionais gravitavam. Contudo, com o fim de Bretton Woods, em 1971, o sistema monetário global rompeu com o último vínculo ao ouro. E, desde então, o vil metal não tem desempenhado praticamente nenhum papel monetário. Apesar disso, o ativo segue sendo procurado como proteção em momentos de turbulência, um investimento no qual o mercado se refugia em tempos de crise, um porto seguro num mar revolto.

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O que a política monetária do Bitcoin tem a nos ensinar e por que ela é fundamental

Por Fernando Ulrich

Sábado foi o grande dia do chamado “Reward Halving”, quando a recompensa por bloco minerado caiu pela metade. Segundo o protocolo do Bitcoin, a cada quatro anos, em média, a recompensa da mineração sofre uma redução de 50%. Iniciou-se com 50 bitcoins por bloco, caindo para 25 em novembro de 2012 e, agora, a partir do bloco de número 420.001, a recompensa passa a ser de 12,5 bitcoins. A remuneração da mineração, ou a criação de novos bitcoins, diz respeito a algo fundamental do sistema de dinheiro eletrônico P2P: ela é a política monetária do Bitcoin. Toda emissão de novos bitcoins ocorre por meio desse processo. Os bitcoins entram em circulação dessa forma. Assim é regulada a oferta monetária do sistema. Não há nenhum outro meio de aumentar a quantidade de moeda no Bitcoin. Contrastada com a política monetária das moedas estatais, a do bitcoin é a verdadeira antítese.

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O Brexit fez a volatilidade da libra esterlina superar a do Bitcoin

Por Fernando Ulrich

As turbulências no mercado financeiro pós Brexit fizeram a libra esterlina apresentar uma volatilidade maior que a do bitcoin no dia 5 de julho. Conforme reportado pelo portal Bloomberg, a volatilidade da libra medida nos 10 dias anteriores superou a da moeda digital por algumas horas. Segundo à matéria, isso reflete o maior interesse no bitcoin como uma potencial moeda porto seguro (safe haven currency).

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Bitcoin supera o ouro no Brasil

Por Fernando Ulrich

Nos primeiros seis meses de 2016, o volume de negociação de bitcoins nas bolsas brasileiras ultrapassou o volume de ouro na BM&F. Nesse período, mais de R$ 164 milhões foram transacionados nas bolsas da moeda digital, enquanto os lotes de OZ1D e OZ2D (250g e 10g de ouro, respectivamente) registraram cerca de R$ 153 milhões. Apenas no mês de junho, o volume de bitcoins negociados foi duas vezes maior do que o do metal precioso. Essa marca inédita e histórica comprova o forte crescimento da criptomoeda no Brasil. Segundo o site bitValor.com, o volume até junho supera em 45% o do ano de 2015 inteiro, quando foram registrados R$ 113 milhões de negócios. O volume do primeiro semestre de 2016 quase equivale ao dos últimos três anos somados.

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Registrando um nascimento no Blockchain

Por Fernando Ulrich

Nasceu minha filha na sexta-feira, às 19:41, e, felizmente, com muita saúde! Mas o foco deste post é outro. Pergunto a vocês: como registrar o nascimento de uma filha numa sexta à noite quando todos os cartórios já estão fechados e somente na segunda (amanhã) poderei fazê-lo? Simples, basta registrar no blockchain do Bitcoin. “Como é que é?”, você se pergunta. Pois é exatamente isso. Quando digo que a moeda digital é apenas a primeira aplicação dessa tecnologia inovadora é justamente esse tipo de uso a que me refiro.

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Os bancos centrais são a principal fonte de risco para a economia mundial

Por Fernando Ulrich

Digeridos os mais de 40 fatos surreais da economia mundial, podemos agora entender o significado e as implicações do grande experimento monetário do milênio. A primeira constatação é que os bancos centrais definitivamente mudaram de atitude, postura e propósito. O discurso oficial pode ser o combate indelével à deflação, mas o objetivo primário é outro: sustentar a alta dos mercados financeiros e, em especial, o preço dos títulos soberanos. Muito embora pudéssemos admitir o pretexto oficial como verossímil – os banqueiros centrais realmente estão preocupados com a deflação acima de tudo –, a dimensão das intervenções e das distorções é tamanha que a dependência das ações dos BCs se acentua a cada dia, levando, cedo ou tarde, ao cenário em que o mercado financeiro será de fato a principal preocupação, na prática e na retórica.

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A era da insanidade - um resumo das medidas surrealistas dos Bancos Centrais mundiais

Por Fernando Ulrich

A era do papel-moeda estatal não conversível em nada e lastreado apenas na confiança dos bancos centrais não para de se superar. Iniciado oficialmente em 1971, após o fim do vínculo do dólar ao ouro, o grande experimento dos bancos centrais tem gerado excessos recorrentes nos mercados financeiros e não há sinal algum indicando que cessará em breve. Enquanto no Brasil não conseguimos vislumbrar a mais mínima chance de uma taxa de juros de apenas um dígito, os bancos centrais de países desenvolvidos enfrentam o dilema de taxas em zero ou até negativas – juros de um dígito, jamais, isso seria suicídio. E nesse processo, o Federal Reserve (Fed), o Banco Central Europeu (BCE) e companhia descarregam munição pesada, inédita, sem precedentes e tudo sem nenhum respaldo da teoria econômica, baseada unicamente no medo da deflação, de os mercados derreterem e o sistema eclodir – o cataclismo financeiro, que deve ser evitado a todo custo.

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Lançamento livro:"A Revolução das Moedas Digitais: Bitcoins e Altcoins"

Por Fernando Ulrich

Na quarta-feira, 1º de junho, ocorrerá o lançamento do livro "A Revolução das Moedas Digitais: Bitcoins e Altcoins" na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi em São Paulo. Um livro multidisciplinar que conta com a contribuição de diversos autores, em que pude participar com um capítulo sobre os aspectos econômicos do Bitcoin.

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Perfil do blogueiro

Fernando Ulrich é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária e entusiasta de moedas digitais. É autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital". ulrich@mises.org.br