Os Estados Unidos e Israel lançaram neste sábado (28) uma ampla ofensiva aérea contra o Irã, em uma ação que eleva o risco de um conflito regional de grandes proporções. Enquanto o mundo aguarda os desdobramentos e a busca por ativos seguros aumenta, o mercado brasileiro poderia contar com alguns “amortecedores”.
O Brasil tem produção líquida de petróleo desde 2019, superávit comercial e reservas internacionais elevadas, fatores que poderiam atenuar, em parte, o mau humor internacional.
Ainda assim, na avaliação de analistas, o cenário de aversão ao risco poderia contaminar o mercado local e levar a uma forte alta do dólar, associada à abertura do Ibovespa em queda. O índice brasileiro tem entre 12% e 14% da sua composição em ações da Petrobras (PETR3; PETR4), que seria um dos papéis mais afetados pelo esperado avanço dos preços do petróleo.
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Os setores mais atingidos poderiam ser bancos, varejo, construção civil e empresas importadoras de insumos, como papel e química. Já no polo positivo, a expectativa é que ações de defesa ou ligadas à exportação de commodities agrícolas consigam performar de forma neutra ou até mesmo levemente positiva.
Considerando efeitos em cadeia no país, o analista destaca que uma alta dos combustíveis poderia ser um problema para a inflação nos próximos 15 a 30 dias, a depender do patamar em que o petróleo passar a ser negociado (acima de US$ 85).