Os 800 mil investidores do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro do ano passado, começam a receber seus recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC, uma espécie de seguro dos bancos) a partir deste sábado (17)
Serão pagos R$ 40,6 bilhões (um terço do caixa do FGC, que soma R$ 120 bilhões) aos clientes que têm direito à cobertura, no valor de até R$ 250 mil por CPF ou CPNJ, na maior operação de liquidação de uma instituição financeira já registrada no país.
Até agora, o maior desembolso do FGC havia sido com a quebra do Bamerindus, em 1997, quando foram devolvidos R$ 20 bilhões, considerando valores atuais. O processo de pagamento, em outras instituições liquidadas, levou cerca de 30 dias. Mas no caso do Master, diante de uma lista mais extensa de investidores, a liquidação recém completou dois meses.
De acordo com o FGC, os investidores pessoas físicas precisam se cadastrar no aplicativo do FGC, fornecer informações pessoais e cadastrar uma conta bancária de mesma titularidade para que seja feito o depósito. É preciso fazer biometria e enviar documento solicitados pelo FGC, que alerta contra possíveis golpes, já que a instituição não entra em contato com os credores solicitando informações sigilosas. Uma senha para entrar no aplicativo deverá ser criada pelo investidor. Após finalizar o cadastro, o investidor poderá visualizar o valor a receber. Será solicitada uma assinatura digital confirmando a solicitação.
Para clientes do Master pessoas jurídicas, a pessoa responsável pela empresa deve pedir o ressarcimento pelo site do FGC, através do Portal do Investidor. O pagamento será feito para uma conta corrente ou poupança, de mesmo CNPJ, em nome da empresa. O FGC também vai solicitar informações e documentos.