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Vale alerta para risco de ruptura da barragem de Barão de Cocais; ações fecham em queda

Segundo os dados dos radares instalados no local, existe a possibilidade de deslizamento de uma parte da mina de Gongo Soco

vale minério ferro
(divulgação)

SÃO PAULO - A Vale (VALE3) informou ao Ministério Público nesta quinta-feira (16) que detectou uma movimentação na mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, Minas Gerais, e que existe o risco de ruptura nos próximos dias.

Segundo os dados dos radares instalados no local, de acordo com a empresa, existe a possibilidade de deslizamento de uma parte dessa mina. A mineradora detectou o movimento na última segunda e disse que se a velocidade se mantiver, a ruptura do talude pode acontecer entre os dias 19 e 25 de maio.

Talude é uma estrutura que se forma ao redor da cava, que é de onde se retira o minério de ferro. "O que pode acontecer é que, caso o talude caia dentro da cava, haja um abalo sísmico que possa afetar a barragem", disse o coordenador adjunto da Defesa Civil, Flávio Godinho.

Com a notícia, as ações da Vale, que até então operavam em alta, viraram para forte queda na bolsa. Em cerca de 35 minutos, os papéis desabaram 4%, e, no fim do pregão, fecharam em queda de 3,2% a R$ 46,40. Na mínima do dia, as ações caíram 3,27%, cotadas a R$ 46,38.

O Ministério Público pediu ainda que a companhia mantenha a população informada sobre os riscos e forneça apoio logístico, psicológico, médico, além de alimentação para quem corre o risco de ser atingido.

A barragem é do mesmo tipo da de Brumadinho, que se rompeu em 25 de janeiro, deixando 240 mortos e 32 desaparecidos, segundo a Defesa Civil. Além disso, esta estrutura foi uma das dez que a Vale prometeu desmontar após a tragédia de janeiro..

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