Em vale

ADRs da Vale despencam até 19% no pré-market da NYSE após rompimento de barragem

Na sexta, os papéis já haviam caído 8%; ETF brasileiro EWZ também registra expressiva baixa

brumadinho barragem vale
(reprodução)

SÃO PAULO - As ações da Vale (VALE3) prometem ter uma sessão de derrocada na bolsa brasileira na volta do feriado de sexta-feira (25), após o rompimento da barragem em Brumadinho (MG), que já deixou um rastro de destruição ambiental e vitimou dezenas de pessoas. E isso já pode ser observado nos mercados norte-americanos. 

Após uma forte queda de 8,04% na sexta-feira, os ADRs (American Depositary Receipts) da companhia negociados na NYSE registraram uma derrocada de até 19,4% nesta segunda-feira (28). Às 8h38 (horário de Brasília), contudo, a queda era menor, de 7,83%, para US$ 12,59.

Os ativos ligados ao Brasil no exterior também registram queda, com o EWZ (iShares MSCI Brazil ETF), principal ETF brasileiro, com baixa de 1,23%.  

Depois do rompimento da barragem, diversas casas de análise passaram a revisar a recomendação para os papéis da companhia, caso do banco de investimento americano Jefferies, Macquarie e do BMO, que reduziram a recomendação de compra para manter. Os papéis também estão sob revisão pelo Bank of America Merrill Lynch. 

Durante o fim de semana, diversas decisões de bloqueios e sanções pelo acidente foram tomadas, que já somam R$ 11,3 bilhões. Juízes acataram os pedidos de indisponibilidade e bloqueio do valor total de R$ 11 bilhões e determinaram que a companhia “adote as medidas necessárias para garantir a estabilidade da barragem VI do Complexo Mina do Córrego do Feijão, se responsabilize pelo acolhimento e integral assistência às pessoas atingidas, dentre outras obrigações”, informou a empresa em comunicado. 

A Vale destacou ainda que foi intimada da imposição de sanções administrativas pelo Ibama e pelo Estado de Minas Gerais de R$ 250 milhões e aproximadamente R$ 99,1 milhões, respectivamente. Os bloqueios dos recursos da Vale representam quase metade do seu caixa no fim de setembro, de R$ 24,4 bilhões no caixa. 

Vale destacar que os contratos futuros de minério de ferro da China saltaram na madrugada desta segunda-feira em meio a preocupações sobre a oferta, uma vez que inspeções de segurança em outras operações da Vale podem afetar a produção da mineradora de forma mais ampla. O futuro de minério de ferro negociado na Bolsa de Dalian subia 2,71%, a 550,50 iuanes. 

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