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Lucro da Vale sobe 40% e atinge US$ 5,51 bilhões no acumulado de 2017

Além disso, mineradora aprovou JCP de R$ 2,5 bilhões aos acionistas

Vale Ontário, Canadá - mineração 2
(Julie Gordon/Reuters)

SÃO PAULO - A Vale registrou lucro líquido de US$ 771 milhões no quarto trimestre deste ano, um aumento de 47% em relação ao mesmo período do ano passado, quando marcou US$ 525 milhões. Em relação ao acumulado de 2016, o lucro do ano passado saltou de US$ 3,98 bilhões para US$ 5,51 bilhões, ou seja, um crescimento de 40% na passagem anual.

Apesar da variação positiva em relação ao quarto trimestre de 2016, o lucro líquido da mineradora caiu 65% frente ao verificado no terceiro trimestre de 2017, impacto pelas perdas não-caixa das variações monetárias e cambiais no período e maiores registros de impairments (depreciação) dos ativos. Como consequência, o resultado financeiro líquido registrou uma perda de US$ 1,29 bilhão no 4T17 contra um ganho de US$ 220 milhões no terceiro trimestre.

“Nosso desempenho em 2017 mostra uma geração de caixa excepcional e uma redução significativa da dívida líquida devido à melhor realização de preços, disciplina rigorosa na alocação e melhora marginal nos resultados dos ativos de níquel e cobre. Demos início a ambiciosas mudanças em eficiência, gerenciamento de custos e governança corporativa. Estamos construindo as bases para diversificar a geração de caixa, melhorando a performance dos ativos que temos hoje e reduzindo, consequentemente, a dependência ao minério de ferro. Nosso objetivo é transformar a Vale em uma empresa mais previsível”, assim destacou o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, no documento que acompanha o demonstrativo financeiro da mineradora.

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no intervalo de setembro até dezembro foi a US$ 4,11 bilhões, 7% acima da expectativa do mercado de US$ 3,85 bilhões. A receita líquida foi de US$ 9,17 bilhões no quarto trimestre de 2017, ligeiramente acima dos US$ 9,14 bilhões projetados pelos analistas. De acordo com a mineradora, o aumento da receita deveu-se, principalmente, aos maiores volumes de vendas de minerais ferrosos e aos maiores preços de venda dos metais básicos. 

Além disso, a mineradora aprovou o pagamento de R$ 2,5 bilhões sob a forma de JCP (Juros sobre Capital Próprio) para seus acionistas, valor equivalente a R$ 0,4885117 por ação ordinária e de R$0,620920871 por ação preferencial. Farão jus ao recebimento da quantia os investidores com ações até o dia 6 de março. Com isso, serão distribuídos R$ 4,7 bilhões em proventos no regime fiscal de 2017, valor que se soma aos R$ 2,2 bilhões anunciados em dezembro do ano passado.

Investimentos e dívida em queda
Os investimentos atingiram o menor nível desde 2005, totalizando US$ 3,848 bilhões em 2017, sendo eles divididos por US$ 1,6 bilhão em execução de projetos e US$ 2,23 bilhões na manutenção das operações. Deste modo, houve uma redução de US$ 1,34 bilhão quando comparados aos US$ 5,19 bilhões de 2016. Para este ano, o guidance permanece sendo de US$ 3,8 bilhões, com o projeto CLN S11D (em Carajás, sudeste do Pará) sendo o único em desenvolvimento pela mineradora.

A dívida líquida recuou 30% na passagem anual, encerrando o ano passado na faixa de US$ 4 bilhões. Segundo a mineradora, a forte queda se deveu principalmente ao repagamento líquido da dívida de US$ 3,45 bilhões no quarto trimestre e aos efeitos da depreciação do real na dívida: "com a redução da dívida líquida, será possível adotar uma política de dividendos agressiva, aplicável em qualquer cenário de preços de commodities, vinculando a remuneração dos acionistas à geração de caixa da empresa", apontou a empresa.

 

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