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Vale tem prejuízo de R$ 6,66 bi no 3º trimestre com impacto cambial

A redução de R$ 11,807 bilhões no lucro líquido deveu-se, principalmente,ao efeito imediato nos resultados financeiros da depreciação de 28% do real contra o dólar

Minério de ferro
(Bloomberg)

 A mineradora Vale (VALE3;VALE5) registrou prejuízo líquido de R$ 6,663 bilhões no terceiro trimestre, ante um lucro líquido de R$ 5,144 bilhões no segundo trimestre, citando efeitos imediatos nos resultados financeiros de uma depreciação de 28% do real ante o dólar, segundo informações divulgadas pela companhia nesta quinta-feira.

"A redução de R$ 11,807 bilhões no lucro líquido deveu-se, principalmente,
ao efeito imediato nos resultados financeiros da depreciação de 28% do real contra o dólar no terceiro trimestre em comparação à valorização de 3% do real contra o dólar no segundo trimestre", afirmou a companhia. No terceiro trimestre de 2014, a empresa havia registrado prejuízo de R$ 3,381 bilhões.

Em dólares, o prejuízo da mineradora no último trimestre foi de US$ 2,117 bilhões, em linha com uma pesquisa da Reuters com sete analistas, que projetou um prejuízo de em média US$ 2,28 bilhões.

A companhia informou que conseguiu uma redução substancial dos custos. "Alcançamos uma significativa redução em custo caixa de minério de ferro, avançamos no processo de desinvestimento e reduzimos nosso endividamento líquido. Permanecemos focados na manutenção da disciplina operacional e na preservação de nosso balanço patrimonial à medida que completamos nosso ciclo de investimentos nos próximos anos."

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado do terceiro trimestre foi de R$ 6,816 bilhões, ficando em linha com o Ebitda ajustado do trimestre anterior, devido principalmente ao maior volume de vendas na maioria dos segmentos de negócios, que foi parcialmente compensado pelos menores preços de venda e maiores custos.

A companhia também destacou que a receita bruta totalizou R$ 23,745 bilhões no período, alta de R$ 1,937 bilhão em relação a abril e junho deste ano. "A melhora se deu, principalmente, devido à variação cambial (R$ 3,581 bilhões) e aos maiores volumes de vendas (R$ 802 milhões), que foram parcialmente compensados pela queda nos preços de commodities (R$ 2,446 bilhões)", afirma. Já a receita líquida passou de R$ 20,36 bilhões no terceiro trimestre do ano passado para R$ 23,35 bilhões entre julho e setembro deste ano. 

Já a dívida bruta totalizou US$ 28,675 bilhões em 30 de setembro de 2015, queda de US$ 1,098 bilhão na posição da dívida em 30 de junho de 2015. A dívida líquida diminuiu US$ 2,296 bilhões para US$ 24,213 bilhões, com uma posição de caixa de US$ 4,462 bilhões. O prazo médio da dívida foi de 8,3 anos com um custo médio de 4,37% por ano.

Por segmento
O Ebitda ajustado de minerais ferrosos alcançou R$ 6,004 bilhões no período, representando um aumento de R$ 419 milhões em relação aos R$ 5,584 bilhões alcançados no segundo trimestre. A qualidade do produto medida pelo teor de ferro contido aumentou de 63,2% para 63,5%, principalmente devido aos ramp-ups das minas de N4WS, N5 e dos projetos Itabiritos.

Já o Ebitda de metais básicos diminuiu como resultado dos menores preços de níquel e cobre. O Ebitda ajustado alcançou R$ 711 milhões no período, em comparação com os R$ 1,246 bilhão no trimestre anterior, diminuindo R$ 535 milhões.

A produção de níquel foi de 71.600 toneladas, 6,7% acima do período anterior, como resultado da maior produção em Sudbury, Indonésia e Nova Caledônia, apesar das interrupções de produção em Sudbury e Thompson no período.

O segmento de Fertilizantes, por sua vez, continuou a apresentar melhora devido a maiores volumes de venda e menores custos, com alta de R$ 198 milhões, para R$ 702 milhões. 

Com Reuters

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