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Dependência chinesa da Vale cresce; veja resultado por segmentos e destinos

Gigante asiático é responsável por 38,8% das receitas da empresa, contra 36,5% no ano passado - um crescimento de 2,3 pontos percentuais

Construção na China
(Reuters)

SÃO PAULO - A Vale (VALE3; VALE5) continua fortemente dependente de suas exportações para a China, principal destino de seus produtos, mostrou o balanço nesta quarta-feira (26). O gigante asiático é responsável por 38,8% das receitas da empresa, contra 36,5% no ano passado - um crescimento de 2,3 pontos percentuais.

Essa superexposição fez com que as ações da empresa recuassem no início dessa semana, já que há a expectativa de que o governo de lá reduza os estímulos às empresas imobiliárias do país. Isso reduz a demanda por aço, usado nas construções, e, consequentemente, para o minério de ferro. 

A ásia é o principal motor de crescimento do mundo atualmente e compõe 54,5% das receitas da empresa. Boa parte é da exportação de minério de ferro, principal produto da Vale, com 58,2% de participação - cerca de R$ 61,90 bilhões no ano. Ainda na categoria de minerais ferrosos, as pelotas compõem 12,5% das receitas e são o segundo principal produto, R$ 13,31 bilhões. Manganês, ferroligas e outros compõem 1,4% dos ganhos da empresa. 

As vendas de metais básicos representaram 14,8% das receitas, sendo que o nível é o carro forte, com 7,9% das receitas - em R$ 8,36 bilhões. Já o cobre representa 5%, cerca de R$ 5,26 bilhões. A empresa ainda ganha 2,1% com carvão, 6,0% com fertilizantes e 3,1% com serviços de logística. No total, a empresa teve receita de R$ 106,27 bilhões.

Além da China e resto da ásia, a empresa tem R$ 19,74 bilhões de sua receita advindas do América Latina - ou 18,6%, sendo que o grosso disso, R$ 18,08 bilhões, é do Brasil. A Europa também viu seu percentual se elevar, de 16,8% um ano antes para 17,8% neste - crescimento de 1 p.p. O continente foi responsável por R$ 18,94 bilhões das receitas da Vale. 

 

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