Em v-agro

CVM multa conselheiro da Vanguarda Agro em R$ 500 mil por insider trading

Autarquia condenou também outro executivo da Brasil Ecodiesel, agora Vanguarda Agro, o ex-conselheiro Mauro Antonio Moura de Castro com multa de R$ 500 mil

carregamento de soja em MT
(Paulo Whitaker/Reuters)

SÃO PAULO - A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) condenou nesta terça-feira (25) dois conselheiros da Brasil Ecodiesel, Vanguarda Agro (VAGR3), por insider trading (ou uso de informação privilegiada). Somente um dos executivos permanece no cargo. 

A autarquia condenou em R$ 500 mil cada um dos conselheiros, Silvio Tini e Mauro Antonio Moura de Castro, por atitudes tomadas enquanto ocupavam cargos na Brasil Ecodiesel. O primeiro foi condenado por não cumprimento do dever de sigilo a informações relevantes da empresa, enquanto o segundo, por negociar com os papéis da empresa de posse de informação privilegiada. 

O episódio julgado hoje ocorreu em 2010, quando a companhia se uniu à Maeda. A operação, divulgada por meio de fato relevante somente em 24 de outubro daquele ano, foi veiculada pela Exame no dia 30 de setembro - quase um mês antes. Um dia depois, houve uma reportagem, desta vez com declarações de Tini, praticamente confirmando a escolha do novo diretor presidente para a companhia e acrescentando que teria êxito no cargo em uma eventual união da empresa com a Maeda ou qualquer outra empresa.

 

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