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Usiminas tem prejuízo de R$ 22 milhões no 2º trimestre, melhor que o esperado

Companhia diminuiu o prejuízo de R$ 87 milhões sofrido um ano antes, informou a companhia em balanço nesta sexta-feira

aço - siderurgia siderúrgica - trabalho
(Getty Images)

SÃO PAULO - A Usiminas (USIM3;USIM5) encerrou o segundo trimestre com prejuízo líquido de 22 milhões de reais, menor do que o resultado negativo de 87 milhões sofrido um ano antes, informou a companhia em balanço nesta sexta-feira.

A maior produtora de aços planos do Brasil encerrou o segundo trimestre com novo prejuízo, mas o resultado veio melhor que o esperado pelo mercado, com ganhos de eficiência e custos controlados apesar do impacto da valorização do dólar contra o real. 

A companhia teve prejuízo líquido trimestral, o sexto consecutivo, abaixo da menor das estimativas de resultado negativo esperadas por seis analistas em pesquisa da Reuters, que iam de 31 a 402 milhões de reais. Um ano antes, a empresa havia registrado prejuízo de 87 milhões de reais. A perda também foi menor que o resultado negativo de 123 milhões de reais dos três primeiros meses deste ano.

   

Enquanto isso, a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou 441 milhões de reais, salto de 90,1 por cento na comparação anual e de 41 por cento sobre o primeiro trimestre. A margem no período passou de 7,2 para 13,6 por cento, na comparação anual.

   

A expectativa média de seis analistas era Ebitda de 391 milhões e margem de 11,9 por cento.

  

Segundo dados do balanço, a Usiminas conseguiu melhorar sua eficiência ao elevar o Ebitda por tonelada de aço produzida de 126 reais no segundo trimestre de 2012 para 252 reais nos três meses encerrados em junho deste ano. No primeiro trimestre, a relação foi de 189 reais.

E enquanto a valorização do dólar deixou insumos mais caros quando convertidos em reais, o custo por tonelada ficou praticamente estável na comparação anual, passando de 1.662 reais para 1.640, e recuou sobre os 1.798 reais do primeiro trimestre.

O resultado foi conseguido com a empresa focando 90,9 por cento de suas vendas no mercado interno, mais rentável que exportações, no segundo trimestre ante 70 por cento no mesmo período de 2012 e 77 por cento no primeiro trimestre deste ano.

O volume de vendas ficou praticamente estável sobre o primeiro trimestre, a 1,572 milhão de toneladas. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, quando a empresa tinha como meta reduzir estoques elevados de aço, houve queda de 16,7 por cento.

Segundo o balanço, os números da unidade Automotiva, dedicada à produção de cabines de caminhões e que teve venda anunciada em 14 de junho para a mineira Aethra Sistemas por 210 milhões de reais, foram incluídos nos resultados. O negócio será concluído após cumprimento de condições que incluem aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

 

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