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Poupar diminui estresse e faz bem à saúde

Quem não consegue se convencer das vantagens financeiras de poupar deve avaliar a questão sob outra perspectiva!

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SÃO PAULO - Não existe segredo para se acumular um patrimônio: basta gastar menos do que se recebe. Por mais simples que seja a receita do sucesso financeiro, a realidade mostra que apenas uma minoria consegue segui-la à risca. A idéia aqui não é que você se transforme em um pão duro ou deixe de aproveitar a vida, mas sim que reveja os seus hábitos, para se transformar em um poupador bem-sucedido.

Viver com menos do que você recebe não é impossível. O grande problema é que a maioria das pessoas não está disposta a fazer os ajustes necessários. Afinal, para que o sacrifício se, no mundo atual, o fácil acesso ao crédito permite que se aproveite a vida ao máximo, comprando os últimos eletrônicos, indo aos restaurantes da moda etc?

Mais poupança, menos estresse!
Se você não consegue ver as vantagens de abrir mão de alguns prazeres do presente para poupar, talvez se convença com o seguinte argumento: poupar diminui o estresse!

Já pensou como seria bom chegar ao final do mês, sem ter que fazer uma ginástica orçamentária para manter suas contas em dia, ou então ter dinheiro guardado para aqueles gastos extraordinários que, apesar do nome, parecem ocorrer todos os meses?

Quem é que já não se pegou reclamando do estresse da vida diária? O mal, bastante comum, sobretudo nos grandes centros urbanos, afeta boa parte da população e poderia ser reduzido, se as pessoas dedicassem ao menos parte do tempo e energia que dedicam ao consumo a uma outra tarefa: o planejamento financeiro.

Compre antes, pense depois!
Infelizmente, hoje em dia ninguém quer esperar para comprar em alguns meses aquilo que pode ter hoje financiado. De certa forma, ter o quanto antes passou a ser o objetivo da maioria. Afinal, é desta forma que você demonstra para os seus amigos, familiares e colegas de trabalho o seu sucesso.

Segundo o psicólogo Paulo Minsky, especializado na relação das pessoas com dinheiro, por mais que se preocupem em acumular algum tipo de patrimônio, o temor de parecer "não ter o suficiente", muitas vezes força as pessoas a quererem antecipar ao máximo a realização de sonhos de consumo.

O que acaba sendo esquecido é que não existe forma de realizar mais rápido e de forma financeiramente eficiente um sonho do que planejando. É por isso que a educação financeira traz bons retornos: porque permite que você entenda os benefícios de poupar, antes que seja tarde demais.

Crédito não é problema, falta de planejamento é!
Não há nada de errado em tomar dinheiro emprestado, desde que essa decisão seja planejada. Minsky afirma que, no mundo atual, a competência das pessoas é avaliada com base naquilo que possuem, o que, freqüentemente, faz com que tomem decisões erradas para o nosso dinheiro.

O pior é que essa cultura já foi assimilada pelos jovens, que hoje em dia se endividam mais facilmente que os de gerações anteriores, onde o consumo não era tão valorizado. A mentalidade geral parece ser: gaste antes, pense depois! Por isso, fique esperto!

Não é de surpreender, portanto, que o número de casos de devedores compulsivos esteja aumentando. Afinal, para amenizar o estresse da vida moderna e as próprias preocupações financeiras, muitas pessoas vão às compras, criando um círculo vicioso no qual compram quando estressadas, o que aumenta suas dívidas, e, conseqüentemente o próprio estresse.

Ainda que concorde que, de maneira geral, não ter dívidas seja psicologicamente mais saudável, Minsky afirma que existem situações em que ter dívidas é saudável. Este é o caso, por exemplo, de uma pessoa que quer abrir o seu próprio negócio e, por medo de emprestar dinheiro, opta por não fazer nada. Nesse caso, a pressão de não ter o seu próprio negócio pode ser maior do que a de levantar dívidas: mas Minsky alerta que tudo depende da sua percepção de risco.

Saúde em primeiro lugar
De maneira geral, contudo, o psicólogo orienta para os riscos emocionais de quem quer ter tudo. Como o dinheiro é um recurso limitado, pois até mesmo para os empréstimos existem limites, essas pessoas provavelmente não conseguirão realizar todos os seus sonhos de consumo e ficarão frustradas com o processo.

Não é a toa que, segundo Minsky, na última década, a maior queixa emocional das pessoas seja a ansiedade. Em parte ela está associada ao consumo por impulso, e às dificuldades financeiras enfrentadas pelas pessoas. Assim, se até agora você não conseguiu se convencer das vantagens de poupar, tendo em vista a sua saúde financeira, pode valer a pena refletir sobre a sua saúde.

 

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