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Quando o barato é caro: fique de olho nos pequenos gastos

Mais importante do que a análise do preço unitário, é o peso do item nos gastos mensais; atenção para as pequenas despesas

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SÃO PAULO - Quando o assunto é checar se determinado produto é caro ou barato, as opiniões se dividem. Quem já não passou pela situação de receber a recomendação de um amigo para ir a um determinado restaurante, pois era extremamente bom e barato e, quando foi conhecer, quase caiu da cadeira ao receber a conta?

Este tipo de situação é bastante fácil de explicar. Afinal, a definição de barato geralmente está relacionada com o peso que o item em questão tem sobre o seu orçamento. Dependendo do seu salário, das suas preferências, dos seus valores e muitos outros fatores, um determinado produto pode ser considerado barato, enquanto, para outra pessoa, é considerado caro.

Foco deve ser peso no orçamento
Invariavelmente, entretanto, a discussão acerca do tema "caro ou barato" se concentra ao redor dos produtos de maior valor. E, como não poderia deixar de ser, esta tendência se constata também no que refere ao planejamento dos gastos.

A maioria das pessoas perde algum tempo pesquisando preços quando se trata de um item de valor elevado, mas não o faz na hora de comprar um produto de menor valor, como sabonete, por exemplo.

Dificilmente você vai encontrar alguém discutindo calorosamente que o pão francês está caro, simplesmente porque se trata de um produto de baixo valor unitário. E certamente não irá encontrar ninguém procurando uma padaria com preço mais baixo, simplesmente porque, como argumentaria a maioria das pessoas, não valeria a pena!

Isso acontece porque nos concentramos demais no valor unitário dos bens, e não no seu efetivo peso no nosso orçamento. Esta postura nos leva a concluir, muitas vezes erroneamente, que um bem está caro e outro está barato.

Comparando barato e caro
Em contrapartida, se for comprar um novo televisor, você pode perder até algumas semanas pesquisando preços, na tentativa de conseguir um desconto de 5% sobre uma TV que custa R$ 500. Na prática, isso equivale a uma economia de apenas R$ 25! Porém, se formos analisar o peso de cada um dos itens no orçamento, devemos considerar que, ao contrário do pãozinho que você compra todos os dias, sua TV vai ficar com você por pelo menos três anos (ou 36 meses).

Então, isso significa dizer que sua TV lhe custaria, por mês, o equivalente a R$ 13,20, e que a economia que conseguiu com o desconto seria de R$ 0,69 por mês. Por outro lado, vamos assumir que você possa comprar o mesmo pãozinho que paga R$ 0,30 por R$ 0,25, ou seja: procure economizar onde não vale a pena.

Neste caso, assumindo que você compra quatro pães por dia, seu gasto mensal com o alimento seria de R$ 36, quase três vezes o gasto mensal com a TV. Mais ainda, o fato de comprar um pão que custa R$ 0,25, ao invés de R$ 0,30, lhe permitiria uma economia no mês de R$ 6,00, quase dez vezes mais do que a economia que irá conseguir com a TV.

Diante disso, vale a pena rever seus conceitos sobre o que é barato e o que é caro, e adotar uma postura de sempre, independente do produto, procurar a melhor oferta.

 

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