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Dólar comercial inicia jornada em alta, de olho na instabilidade do mercado

Divisa tenta emplacar seu sétimo dia consecutivo de valorização; apreensão na Europa dá o tom para o mercado nesta segunda

SÃO PAULO –  Com o mau humor voltando a aparecer no mercado internacional, o dólar comercial inicia os trabalhos desta segunda-feira (12) em alta de 0,39% cotado na veda a R$ 1,6838. A moeda tenta emplacar sua sétima sessão consecutiva de alta, tendo atingido na última sexta-feira (9) sua maior cotação desde 28 de março.

A divisa mantém seu foco no ambiente externo, com os investidores demonstrando um aumento significativo de desconfiança com a Grécia e de que o país seja incapaz de colocar em prática o plano de austeridade aprovado pelo parlamento em julho. O ministro de Finanças daquele país, Evangelos Venizelos, revelou durante o final de semana que o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano deverá registrar recuo maior que o previsto anteriormente, de 5,3%.

Além disso, ocorre a deterioração nas condições de financiamento na Itália, onde a emissão de títulos públicos nesta segunda-feira revelou forte alta no yield pago pelos papéis.

Agenda interna
A agenda desta segunda-feira tem como destaque somente indicadores domésticos. Por aqui, como o Banco Central divulgou o Relatório Focus, que elevou todas suas projeções de inflação, mas segue reduzindo o PIB (Produto Interno Bruto)

Já a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulga o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) referente a primeira quadrissemana de setembro apontou variação positiva dos preços de 0,36%.

Dólar cai frente a divisas estrangeiras
Apesar do cenário de valorização em relação ao real, o a divisa-norte americana opera no campo negativo frente às principais moedas internacionais. Diante do euro, o dólar cai 0,74%, da libra 0,31%, do iene 0,61% e do franco suíço 0,84%.

Neste sentido, e segundo os analistas da Rosenberg & Consultores Associados, o movimento de alta da divisa pode ter sido causado por três motivos. “Pela diminuição na posição vendida dos bancos; pelo fluxo cambial negativo na segunda semana de setembro e; pela valorização do dólar frente às demais moedas, sendo esta última a mais provável, gerado pela deterioração das expectativas no quadro internacional”, explicam.

 

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