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Small cap dispara 16% na Bolsa com expectativa de captação milionária à caminho

A Triunfo, que foi fortemente castigada na Bolsa nos últimos meses, pode ter um dos seus maiores problemas resolvidos nos próximos dias

Triunfo-Portonave

SÃO PAULO - As ações da concessionária de infraestrutura e transportes Triunfo (TPIS3), que nos últimos meses foram fortemente castigadas na Bolsa, dispararam 15,67% nesta terça-feira (22), fechando a R$ 3,47, com expectativa de que a empresa tenha um dos seus maiores problemas desatados nos próximos dias: o pagamento das debêntures, que, pela falta de caixa, teve seu vencimento prorrogado de outubro para dezembro.

A operação, que vem sendo costurada nos últimos meses, está perto de ser concluída, acredita Adeodato Volpi Nettohead de mercados de capitais da Eleven Financial. Para honrar com o acordo, que a empresa conseguiu com seus debenturistas em outubro, a Triunfo precisou levantar recursos com investidores estrangeiros do setor de infraestrutura. Na época, o mercado estimava algo próximo a R$ 550 milhões. 

"Esse prazo que a empresa conseguiu foi necessário para a estruturação dessa operação financeira, que, se pudesse dar um palpite, diria que está a alguns dias de ser efetivamente concluída", disse Adeodato durante o programa Comprar ou Vender, da InfoMoneyTV, desta terça-feira (a análise completa pode ser vista aqui).

Segundo ele, as medidas recentemente adotadas pela empresa dão conforto ao investimento na ação, diluindo o grande risco do case, que era a possibilidade de insolvência da empresa. O que resta agora é uma dúvida sobre a velocidade da recuperação, tanto das finanças quanto das ações, comentou. 

A ação, que já foi considerada o "pato feio" do setor por conta do endividamento da holding, pode se tornar uma ótima compra, com exposição ao risco, disse Adeodato, que recomenda o papel desde agosto pela Eleven. Aliada à expectativa de captação externa, ele destaca um lote substancial de ações recentemente vendido, com redução de um grande investidor, o que reduz a pressão vendedora sofrida no papel, favorecendo uma rápida recuperação dos preços. Do dia 11 (quando o papel teve um forte volume financeiro na Bolsa por conta de um "block trade") até 17 de novembro, as ações caíram 15% na Bolsa. No acumulado do ano, a queda é de cerca de 21%.

 

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