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Refletindo decisão da Anatel, TIM lidera perdas do Ibovespa na semana

Companhia foi mais afetada que concorrentes com a proibição de vendas de planos; ação TIMP3 recua 14,6% no período

Loja da TIM
(Wikimedia Commons)

SÃO PAULO - Em uma semana bastante agitada para o setor de telecomunicações, as ações da TIM Participações (TIMP3) figuraram como a maior queda no Ibovespa entre os dias 16 e 20 de julho, acumulando no período perdas de 14,60%, cotadas a R$ 8,54. Enquanto isso, o principal benchmark da bolsa brasileira recuou 0,25%.

O desempenho dos papéis sucedeu ao anúncio na quarta-feira (18) de que a superintendência da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) proibiu as operadoras Claro, Oi (OIBR3, OIBR4) e TIM de comercializarem novas linhas em diversos estados brasileiros a partir de segunda-feira (23). Segundo a Anatel, caso as operadoras não respeitem a determinação da agência, poderiam pagar multa diária de R$ 200 mil.

Dentre as empresas que receberam a proibição, a TIM foi a mais afetada, deixando de vender seus planos em 19 estados, enquanto a sua concorrente Oi foi proibida de vender em cinco estados.  A decisão foi tomada com base nos números de reclamações que os órgãos de defesa dos consumidores vêm recebendo. A Anatel pede que as empresas priorizem os investimentos em qualidade de serviço.

Efeitos nos ativos TIMP3
No dia do anúncio da proibição, as ações da TIM encerraram em queda de 2,77%, acompanhadas dos papéis da Oi (OIBR4-4,48%OIBR3-2,24%) - vale mencionar que a decisão só foi anunciada após o fechamento dos mercados, embora a notícia já ventilasse no mercado.

Contudo, no dia seguinte, os papéis da Oi mostraram recuperação, enquanto os da TIM despencaram quase 9%. Além da proibição, a companhia sofreu com o anúncio de que o  Bank of America Merrill Lynch deixou de recomendar a compra para os papéis TIMP3 e agora avalia a ação como neutra.

No mesmo dia, o Barclays também revisou suas estimativas para o setor e cortou o preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) da TIM e Telefônica Brasil (VIVT4), enquanto manteve inalterado o target da Oi.

Reação à proibição
Em reflexo à decisão da Anatel, a TIM anunciou que vai entrar com mandado de segurança para reverter o quadro. A operadora afirma que o mandado tem como objetivo fazer com que a empresa não seja “forçada a interromper as vendas e ativações de novos chips”.

A TIM também já começou a elaborar o plano solicitado pela Anatel, que conterá uma proposta para solucionar os problemas nos serviços da empresa, e pretende apresentá-lo já na próxima segunda-feira.

A empresa está investindo este ano R$ 3 bilhões, e acredita que a melhoria da qualidade nas comunicações não é fator apenas de investimentos, "mas também da solução das restrições municipais e estaduais que dificultam a instalação de novas antenas”, diz em comunicado enviado à imprensa.

Outros destaques de queda
Deram sequências às quedas na semana os papéis da CSN (CSNA3, R$ 10,01, -7,14%),  OGX Petróleo (OGXP3, R$ 5,45, -4,39%),  Usiminas (USIM5, R$ 5,95, -5,95%),  Dasa (DASA3, R$ 12,23, -5,71%) e VALE ON (VALE3, R$ 38,49, -2,43%). 

 

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