Stock Pickers

Vendido em bolsa, comprado em juros dos EUA e commodities: as grandes convicções do gestor de R$ 36 bilhões

Marco Freire, gestor da Kinea, revelou suas 4 grandes convicções no mercado e deu um alerta para o investidor pessoa física

(CONDADO DA FARIA LIMA) – Gestor de fundo multimercado no fundo é um grande administrador de risco: seu trabalho tem que ser procurar os ativos com a melhor relação “risco-retorno”. É essa definição que Marco Freire usou no último episódio Stock Pickers (ouça no player acima) antes de explicar por que sua carteira está “net vendida” (com mais posições vendidas do que compradas) em ações e está “long” (comprado) em commodities, juros americanos (apostando que a taxa nos EUA vai subir) e em moedas como o real.

Autoridade para Freire não lhe falta: com 20 anos de mercado (todos eles atuando em fundos multimercados), ele hoje é responsável pela gestão dos ativos líquidos da Kinea Investimentos, que totalizam R$ 36 bilhões (a Kinea como um todo tem mais de R$ 50 bilhões em ativos sob gestão).

Na primeira parte desta longa conversa, ele explicou as 4 grandes convicções da Kinea hoje: i) estímulos dos BCs em algum momento terão que ser enxugados (o que puxará juros para cima); ii) isso vai tirar a atratividade das bolsas; iii) commodities é o melhor veículo para se beneficiar deste cenário; iv) moedas de países que já estão subindo os juros (como o Brasil) performarão melhor do que aqueles mais atrás do ciclo (como Europa, Suécia e África do Sul).

Sobre bolsa, ele explicou que está comprado em ações de tecnologia norte-americanas e em alguns mercados desenvolvidos ex-EUA e no Brasil tem algumas empresas de qualidade. Mas no saldo final, ele tem mais posições vendidas do que compradas, explica.

O gestor da Kinea também entrou no mundo das bitcoins, universo hostil para gestores de recursos. Mais para o final da conversa, ele detalhou como é o trabalho de um analista de moedas, apontou as 3 principais características que um bom gestor precisa ter e deixou um recado final com ar de alerta para o investidor pessoa física: “pare de olhar para o CDI como reserva de emergência e comece a pensar em NTN-B”. O motivo está na diferença gigante entre a inflação atual e o retorno do CDI.

Programa contou com uma entrevistadora especial: Nathalia de Sá, analista da XP Allocation e uma das responsáveis pela gestão dos fundos DNA e da família Selection.

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