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20% em China e ações “faixa preta” no Brasil: veja a carteira do fundo da O3 Capital

Recebemos Daniel Mathias "Poli", CIO da asset que há 7 anos administra os recursos do empresário Abilio Diniz; hoje, ela possui fundos para o público geral

(CONDADO DA FARIA LIMA) – No Coffee & Stocks desta quarta-feira, recebemos Daniel Mathias “Poli”, CIO da O3 Capital, gestora com 7 anos de estrada mas que só agora em 2021 abriu fundos para investidores de varejo – antes disso, a empresa era focada em administrar parte do dinheiro do empresário Abilio Diniz.

Poli falou bastante sobre China, mercado que eles têm muita proximidade e familiaridade (a O3 investe desde 2015 no país). Eles saíram recentemente dos setores que estão sendo “atacados” pelas intervenções governamentais e estão focados em empresas ligadas à melhoria do bem estar da população. Hoje nossa exposição em China é perto de 20%. Já foi maior do que isso, mas diante das atuações recentes do governo a China deve ter uma desaceleração mais forte no curto prazo, então automaticamente a gente reduz exposição”.

Poli também tem uma posição “doada” no juro chinês (isto é, que ganha com a queda dos juros). Ele contrabalanceia esse investimento com uma posição “tomada” em juro americano (que ganha com a alta dos juros).

A maior exposição do fundo hoje é em bolsa: 80% do risco da carteira está em ações, principalmente em empresas dos setores de tecnologia, saúde e consumo e que estão baseadas nos EUA e Europa. No Brasil, ele tem uma parcela muito pouco representativa em ações, e somente nas empresas que ele considera “faixa preta”, como Hapvida, Rede D’Or, Petz e BTG. A posição preferida em Brasil está ativos indexados a inflação, como Tesouro IPCA com vencimentos em 2026 e 2030.

Confira a entrevista completa no vídeo acima ou direto em nosso canal no Youtube (link aqui)