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Justiça denuncia executivos da Santos Brasil por prática de "insider trading"

Presidente da companhia Wady Santos Jasmin e o diretor financeiro Washington Cristino Kato compraram ações poucos dias antes da divulgação da distribuição de dividendos intermediários no fim de 2008

Portos - Santos Brasil - Navios
(Divulgação)

SÃO PAULO - O MPF (Ministério Público Federal) denunciou dois executivos da Santos Brasil (STBP11) por "insider trading", ou uso de informação privilegiada.

De acordo com a acusação, o presidente da companhia Wady Santos Jasmin e o diretor financeiro Washington Cristino Kato teriam comprado, respectivamente, R$ 657 mil e R$ 64 mil ações poucos dias antes da divulgação da distribuição de dividendos intermediários no fim de 2008.

Como os executivos saberiam dessa informação, a denúncia entendeu que a compra foi feita de modo a obter lucro com a informação. Em 16 de dezembro de 2008, data entre a convocação do conselho de administração e a publicação do fato relevante, no dia 18, Wady comprou 100 mil units pelo preço médio de R$ 6,57 enquanto Washington adquiriu, no dia 10, 9,2 mil units pelo preço médio de R$ 7,00. 

Após a publicação do fato relevante, as units atingiram R$ 6,85. E, mesmo não obtendo lucro, Washington responderá pela prática de insider trading. Segundo a denúncia da Procuradoria da República, a investigação também constatou que os dois executivos participaram da elaboração da pauta sugerida ao presidente do conselho, quando tomaram conhecimento da distribuição de dividendos. Vale ressaltar que apenas Washington exerce a sua função - Wady deixou o cargo em 2010. 

Defesa da Santos Brasil
Por outro lado, a companhia comunicou que ficou surpresa com a aceitação da denúncia pela Justiça Federal e pelo fato dela ocorrer quatro anos depois do processo ser extinto na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). 

A nota da companhia ainda destacou que os próprios executivos comunicaram voluntariamente o ocorrido ao perceberem que ordens de compra de papéis da companhia anteriormente dadas haviam sido executadas em vários meses, incluindo o dia da Reunião do Conselho de Administração da Companhia.

Além disso, destacam que a "companhia e os executivos estão à disposição das autoridades e tranquilos quanto ao desfecho do caso".

 

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