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Resultado da RD comprova resiliência apesar dos desafios; BTG vê ação como "premium" no setor

Balanço do terceiro trimestre teve como destaque a manutenção da margem Ebitda, apesar da queda dos preços de medicamento, além da redução dos custos operacionais

Drogasil 03 - Dentro da loja - Funcionária mostra mercadoria
(Divulgação Drogasil)

SÃO PAULO - A RD (RADL3) fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 136,49 milhões, resultado 16,8% superior ao apresentado no mesmo período de 2016, mas ficando levemente abaixo dos R$ 137 milhões esperados pelos analistas consultados pela Bloomberg.

A receita, por sua vez, atingiu R$ 3,580 bilhões, uma alta de 17% ante os R$ 3,050 de um ano atrás. Especialistas projetavam receita de R$ 3,421 bilhões. Enquanto isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 296,5 milhões, 16,72% acima do período entre julho e setembro do ano passado - e levemente acima dos R$ 294 milhões que o mercado esperava.

Os ativos da companhia voltaram para a Carteira InfoMoney no mês de outubro, com participação de 6,4% (para conferir o portfólio completo, clique aqui). No mês, os papéis estão estáveis, enquanto no acumulado de 2017, as ações RADL3 registram valorização de 23,41%.

Enquanto os especialistas esperavam uma queda da margem Ebitda, a companhia conseguiu entregar um resultado estável em 8,3%. "Apesar de termos enfrentado uma pressão de margem bruta de 1,0 ponto percentual no trimestre, principalmente em função da forte base de comparação do terceiro trimestre de 2016, fomos capazes de neutralizá-la completamente através da diluição de despesas, obtendo um sólido ganho de eficiência que, ao contrário da pressão de margem bruta, é estrutural e recorrente, e será fundamental para apoiar a expansão da margem nos próximos trimestres", disse a empresa.

As vendas mesmas lojas (abertas a mais de 12 meses), por sua vez, tiveram resultado levemente abaixo do esperado. Enquanto os analistas apontavam para uma alta de 8%, a companhia entregou 7,6% no terceiro trimestre. "Registramos um efeito calendário negativo de 0,1% no período, embora tenhamos nos beneficiado de uma base menor de comparação no 3T16 devido às Olimpíadas", explicou a RD.

De acordo com o Credit Suisse, a companhia reportou bom resultado, com destaque para a alta do lucro, enquanto a empresa conseguiu compensar a compressão de margem bruta com corte de despesas. "Isso deve ser bom para a margem Ebitda do quatro trimestre, já que não deve ter o impacto da 'pré-alta'. Além disso, a empresa continua executando seu programa de expansão e aumento de participação de mercado. Do lado negativo, destaque para a piora do capital de giro em 1,7 dia", avaliam os analistas do banco.  

O BTG Pactual também apontou o resultado resiliente da companhia. "Mesmo com a pressão pela inflação menor de medicamentos ao longo de 2017, a margem Ebitda veio estável na base de comparação anual, indicando a execução superior da companhia, o que permite abrir grande número de lojas sem pressionar margens, e ao mesmo tempo diluir custos operacionais. Mantemos recomendação de compra e vemos a ação como uma das empresas premium de nosso universo de cobertura", avaliam os analistas. 

 

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