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Petroleira abandona exploração em bloco com Petrobras por risco elevado

QGEP Participações decidiu não renovar seu acordo de cessão da Concessão BM-C-27, na Bacia de Campos, onde a empresa atua com a Petrobras

P-55 Petrobras
(Divulgação/Petrobras)

SÃO PAULO - Logo após o fechamento da Bolsa nesta sexta-feira (16), a QGEP Participações (QGEP3) comunicou ao mercado que não irá renovar seu acordo de cessão da Concessão BM-C-27, na Bacia de Campos - onde a empresa atua com a Petrobras (PETR3; PETR4) -, e a devolução do Bloco CAL-M-312, situado na Bacia de Camamu-Almada.

A companhia explicou que a Concessão BM-C-27, que engloba os blocos C-M-122, C-M-145 e C-M-146, é parte de um acordo de "farm in" anunciado em novembro de 2012, em que a QGEP assinou com a Petrobras para a cessão de 30% dos direitos de exploração e produção. Segundo a nota, "a decisão de não renovação é resultado de uma revisão técnica e econômica do ativo em relação ao portfolio atual da Companhia".

"A elevação dos custos aliada ao aumento do risco do projeto decorrente de uma reinterpretação dos dados sísmicos fizeram com que o projeto perdesse relevância dentro do portfolio da QGEP", afirmou a empresa. Segundo o comunicado, o acordo estabelecido com a Petrobras não requereu nenhum desembolso inicial pela participação nos blocos, que envolveria o carrego de parte dos custos de perfuração no prospecto Guanabara Profundo pela QGEP.

Já sobre o Bloco CAL-M-312, parte da Concessão BM-CAL-12, a empresa afirmou que o Primeiro Período Exploratório expirou em 31 de dezembro e que o consórcio tomou a decisão de não passar para o Segundo Período Exploratório, cuja duração seria de um ano e implicaria no compromisso de perfuração de um poço.

"Esta decisão foi tomada em função da baixa atratividade indicada por estudos de viabilidade técnica e econômica dessa área. O Programa Exploratório Mínimo (PEM) do Primeiro Período Exploratório do bloco, que previa o recobrimento de toda sua área com sísmica 3D, foi totalmente cumprido. A Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A. possui 20% de participação no Bloco CAL-M-312, a Petrobras é o operador com 60% e a EP Energy possui os 20% restantes", explicou a QGEP.

 

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