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Choveu muito em SP? Uma ação na Bolsa não está gostando nada disso

Chuvas acima da média em SP podem ser um problema para as seguradoras, alerta banco, que vê maior risco para Porto Seguro

Chuva em São Paulo
(Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)

SÃO PAULO - As ações da Porto Seguro (PSSA3, R$ 27,22, -1,91%) se descolam dos seus pares na Bolsa SulAmérica (SULA11, R$ 18,15, +2,72%) e BB Seguridade (BBSE3, R$ 23,61, +1,99%) nesta sexta-feira (8), após a Bradesco Corretora alertar chuvas acima da média em SP pode ser um problema para as seguradoras, vendo maior risco para a Porto Seguro.

Esse é o terceiro dia seguido que as ações da companhia caem na Bolsa, acumulando no período queda de 7%. Com a derrocada, as ações vão para o menor patamar desde fevereiro do ano passado. 

Segundo o analista que assina o relatório, Aloisio Villeth Lemos, os custos dos danos relacionados com a chuva podem ser um problema para as seguradoras de automóveis se a tendência seguir no primeiro semestre deste ano, principalmente para a Porto Seguro - a mais exposta ao estado de São Paulo.

Nos últimos seis meses, as chuvas superaram as médias históricas no estado de São Paulo, 30% maior do que a média entre 1961 e 2015. "Dado que os verões de 2014 e 2015 tiveram custos mais baixos devido às chuvas abaixo da média no estado, uma deterioração agora seria natural", comentou. Ele ressalta que essa situação é agravada pelas compressões de margens já esperadas para o ano, lembrando a relevância do Estado para as seguradoras, com 58% do prêmio de seguro de autos da Porto Seguro e 32% para as demais. 

Diante desse cenário, a Bradesco Corretora cortou o preço-alvo das ações da Porto Seguro, de R$ 36,00 para R$ 34,00 por ação, mas manteve a recomendação neutra. A BB Seguridade seguiu como sua ação preferida no setor, com preço-alvo de R$ 37,00 por ação.

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