Vigilante terceirizado do STF é preso por participação em atos golpistas

Procurada, a Zepim Segurança e Vigilância, empresa que presta serviços ao STF e à qual o vigilante está vinculado, disse que não irá se pronunciar

Luís Filipe Pereira

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Um vigilante terceirizado do Supremo Tribunal Federal (STF) foi preso por participação nos atos golpistas na Praça dos Três Poderes no último domingo (8). A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pelo InfoMoney.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, o nome de Josenaldo Batista Alves, de 48 anos, consta da lista de suspeitos encaminhados ao sistema prisional.

Por meio de uma nota, a assessoria de imprensa do STF informou que não tem detalhes sobre a participação de Josenaldo nos atos de vandalismo e não soube dizer se o vigilante terceirizado teria participado da depredação ocorrida nas dependências da Corte ou nos outros prédios públicos que foram atingidos pelos vândalos golpistas.

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“A empresa terceirizada foi notificada do ocorrido, e o STF apura se o vigilante repassou informações sensíveis que possam ter fragilizado a segurança. As investigações estão em andamento, e ele responderá por seus atos conforme o devido processo legal”, diz o texto.

Procurada pelo InfoMoney, a Zepim Segurança e Vigilância, empresa que presta serviços ao Supremo e à qual o vigilante está vinculado, informou que não irá se pronunciar sobre o caso. Por telefone, no entanto, uma funcionária da empresa disse que “o vigilante estava em horário de folga”. A reportagem está à disposição para ouvir a defesa de Alves.

Segundo a Polícia Federal, mais de 1,1 mil pessoas foram encaminhadas para a prisão por envolvimento nos ataques antidemocráticos de domingo ao Palácio do Planalto, Congresso Nacional e STF. Ainda de acordo com a corporação, os presos foram identificados em um total de 1,8 mil pessoas.

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Dentre os detidos inicialmente, 684 pessoas tiveram prioridade por pertencerem a grupos de idosos, com problemas de saúde, em situação de rua e pais ou mães acompanhadas de crianças, e foram liberadas para responder em liberdade.

Os presos foram transferidos para penitenciárias enquanto prosseguem as investigações sobre os atos antidemocráticos. Todos irão responder, de acordo com sua participação e responsabilidade, por crimes de terrorismo, associação criminosa, atentado contra o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, e perseguição, além de incitação ao crime, dentre outros, disse a PF em comunicado.