Perspectivas

Última semana de Janot e depoimento de Lula: os 10 eventos que vão agitar a próxima semana

Em semana de agenda de indicadores mais fraca, política volta a ser foco com denúncias que deverão ser apresentadas por Janot

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SÃO PAULO – Após uma semana recheada de surpresas na política, com denúncias, novos áudios e delação, o Ibovespa conseguiu deixar toda esta confusão de lado e subir novamente, chegando por duas vezes a se aproximar do maior fechamento da história. A euforia com a recuperação da economia, Selic em queda e inflação recuando levaram o índice a subir 1,6% na sétima semana seguida de alta.

Nos próximos dias, a agenda de indicadores perde força e foco volta a ficar com a política, com a última semana de Rodrigo Janot na Procuradoria-geral da República devendo ser marcada por diversas denúncias, incluindo uma nova contra o presidente Michel Temer. Para aliados, a nova tentativa de afastar o peemedebista será derrotada, diz o Estadão, mas é preciso analisar o quanto isso pode adiar os planos do governo no Congresso.

Há ainda a decisão sobre a delação da JBS, que, após os novos áudios que surgiram na semana passada, pode ser cancelada. Por fim, são aguardadas ainda duas denúncias sobre o chamado “quadrilhão”. Após denunciar políticos do PP, do PT e os senadores do PMDB, Janot deve apresentar denúncia em mais uma frente neste caso: PMDB da Câmara.

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Ainda no front político, um dos grandes destaques será o novo depoimento que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá prestar ao juiz federal Sérgio Moro, na quarta-feira (13), no âmbito da ação penal que investiga se o petista recebeu propinas da construtora Odebrecht. Por fim, atenção ainda à possíveis novidades envolvendo as reformas política e da Previdência na Câmara e no Senado.

Agenda de indicadores

Em uma semana mais tranquila na agenda, o primeiro destaque fica com a Ata da última reunião do Copom, na terça-feira (12), às 8h (horário de Brasília). Após o Banco Central reduzir novamente a Selic em 100 pontos-base, para 8,25% ao ano, analistas tentam confirmar os próximos passos da autoridade, que já deixou claro o início da redução do ritmo de cortes a partir do próximo encontro, em outubro.

Ainda no Brasil, será divulgado o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), na quinta-feira (14), às 8h30. Considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), a projeção dos analistas consultados pela Bloomberg mostra uma queda do índice para 0,10% na comparação mensal. Por outro lado, a Rosenberg destaca que “com a indústria e o comércio crescendo na comparação interanual e queda menor dos serviços, esperamos continuidade da melhora do índice” no acumulado de 12 meses.

Na agenda internacional, atenção especial para dados de inflação nos Estados Unidos, com o PPI na quarta-feira às 9h30 e o CPI na quinta no mesmo horário. A inflação tem sido o principal ponto de análise do Federal Reserve para decidir sobre sua política de alta de juros. Dados recentes reforçaram que a autoridade não deve conseguir elevar as taxas novamente este ano, como estava previsto.

A China é outro ponto de atenção, com dados de atividade, como produção industrial, vendas no varejo. Este tipo de indicador costuma ter impacto em empresas ligadas à commodities, principalmente a Vale e siderúrgicas, que têm grande exposição ao cenário chinês por conta do minério de ferro.

Para conferir a agenda completa de indicares, clique aqui.