Pressa para votar

Temer pressiona para que votação do impeachment ocorra ainda hoje

Planalto tem entrado em contato com parlamentares da base para que eles abram mão de discursos na fase final

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SÃO PAULO – Nesta terça-feira (30), antes mesmo de dar início aos trabalhos com os discursos da acusação e da defesa no julgamento do impeachment, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, fez as contas e informou a todos que a sessão de hoje deve acabar apenas durante a madrugada, deixando a votação final para esta quarta-feira (31). Mas o presidente interino Michel Temer não quer esta seja a agenda.

O peemedebista já teria mobilizado a base aliada para tentar antecipar a conclusão do impeachment para o final da noite de hoje, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo. De acordo com a publicação, o Palácio do Planalto tem entrado em contato com parlamentares da base para que eles abram mão de discursos na fase final e tem pressionado o Senado a evitar que a análise seja dividida em duas fases.

O presidente interino também tirou esta manhã, segundo o jornal, para fazer telefonemas na tentativa de reforçar o pedido e barrar ofensiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que atua para reverter votos para a sua sucessora, Dilma Rousseff.

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Esta é uma agenda bem complicada de ser alterada já que mesmo que parte dos 65 senadores inscritos até o momento para falar (cada um tem 10 minutos) hoje deixem de fazer algum pronunciamento, esta fase teria que ser encerrada relaticamente cedo.

Isto porque Lewandowski ainda irá ler um resumo de seu relatório para depois dar espaço para dois senadores falem pela defesa de Dilma e dois pela defesa do impeachment (cada um com até 5 minutos) antes que se ocorra a votação final. Ou seja, se hoje terminar tarde, o ministro do STF pedirá para deixar a sessão de qualquer forma para amanhã.