Bomba para o governo

Temer não cogita renúncia, mas tucanos já especulam queda e nomes para eleição indireta

Temer descartou renúncia, informa Andréia Sadi, enquanto Folha destaca nomes cogitados pelo PSDB, também atingido pela denúncia da JBS 

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SÃO PAULO – Em meio à deflagração da maior crise de seu governo, o presidente Michel Temer não cogita renunciar à Presidência informa Andréia Sadi em sua coluna no G1. Essa foi uma das possibilidades aventadas após a notícia de que o dono da JBS, Joesley Batista, gravou o peemedebista dando aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Segundo assessores ouvidos pela jornalista, a possibilidade está descartada.

Temer conversou com seus principais aliados após a denúncia e os ministros disseram que precisam evitar um novo processo de impeachment. Além disso, Temer tem receio de que a ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pede a cassação da chapa presidencial que concorreu em 2014 tenha uma reviravolta com a nova delação. Para a coluna, um ministro do TSE disse que é preciso ter “sangue frio” e que ele e os colegas aguardam a volta do ministro Gilmar Mendes do exterior para discutirem os próximos passos do processo no tribunal.

Enquanto isso, os tucanos, duramente atingidos pelas revelações desta quarta, já especulam queda de Temer e um novo nome para a eleição indireta, informa o jornal Folha de S. Paulo. Líderes do partido ouvidos pelo jornal apontaram que a situação de Temer é “insustentável”. Mas isso não significa um desembarque imediato do PSDB do governo, por dois motivos.

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“Primeiro, porque a sigla está intrinsecamente ligada ao escândalo -na figura de seu presidente, o senador Aécio Neves (MG). Segundo, porque ainda estão tentando absorver o impacto e traçar estratégia para a hipótese de Temer cair, o que no momento depende basicamente de uma renúncia do peemedebista”, afirma a publicação.

Tucanos já especulam quem poderia ser o nome numa eleição indireta; o nome deveria, na avaliação dos caciques, se comprometer com as reformas em curso no Congresso e com a transição até a eleição direta de 2018. Entre os nomes, foram citados ex-presidente Fernando Henrique Cardoso mas, pela sua idade, avaliaram que ele não teria disposição para a tarefa. O ex-ministro de FHC, Lula e Dilma Nelson Jobim também aparece, assim como a presidente do STF, Cármem Lúcia.