Eleições 2016

Temer “engana” manifestantes e Dilma presencia tumulto com feridos; como votaram os políticos

Eduardo Cunha "renegou" candidato à prefeitura de seu partido no Rio de Janeiro, enquanto Lula fica dividido entre gritos de apoio e ofensas em São Bernardo

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SÃO PAULO – Os principais nomes da política brasileira ganharam destaque neste domingo de eleições municipais. O atual presidente, Michel Temer, enganou aqueles que preparavam uma manifestação contra ele ao chegar 3 horas antes do esperado em sua zona eleitoral, enquanto Dilma Rousseff presenciou um enorme tumulto em Porto Alegre.

Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva também provocaram reações durante suas passagens nas seções eleitorais em São Paulo e São Bernardo do Campo, respectivamente. Já no Rio de Janeiro, Eduardo Cunha deixou a entender que não votou no candidato à prefeitura do seu partido, o PMDB.

Confira como foi a votação de cada um deles:

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Michel Temer “dribla” manifestantes
Evitando o encontro com manifestantes e com a imprensa, o presidente da República, Michel Temer, compareceu ao seu centro de votação logo por volta das 7h50, e não às 11 horas, como estava previsto na agenda divulgada por sua assessoria de imprensa. Temer chegou acompanhado de dois seguranças na PUC (Pontifícia Universidade Católica), no bairro de Perdizes, em São Paulo.

Um grupo de estudantes já havia anunciado nas redes sociais que realizaria um protesto no local. No entanto, quando Temer chegou na PUC, não havia ninguém mobilizado. Sua esposa, Marcela Temer, não acompanhou o presidente pois ela vota em outra seção – no colégio Rainha da Paz, no Alto dos Pinheiros.

O presidente já desembarcou em Brasília e amanhã fará uma viagem para Buenos Aires (Argentina) e Assunção (Paraguai), onde se reunirá com os presidentes Maurício Macri e Horacio Cartes, respectivamente. 

Eduardo Cunha não votou em quem votou contra ele
“Em respeito ao meu partido eu não vou falar de prefeito, mas com certeza eu não votei em quem votou contra mim”, disse o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, após votar no Centro Educacional Santa Mônica, na Barra da Tijuca, por volta das 9 horas da manhã.

A saber, o candidato de seu partido (PMDB) na prefeitura do Rio de Janeiro é o deputado Pedro Paulo, que votou a favor da cassação de Cunha. O voto para vereador, no entanto, foi revelado: Chiquinho Brazão, do PMDB.

Dilma Rousseff e o super tumulto em Porto Alegre
Tumulto é a palavra que bem define a votação de Dilma Rousseff em Porto Alegre. Segundo informações do Estadão, os jornalistas que aguardavam a ex-presidente da República na Escola Santos Dumont foram informados minutos antes de sua chegada que não poderiam acompanhá-la. A decisão foi do juiz Niwton Carpes da Silva, da 160a zona eleitoral, e que também mandou coibir qualquer manifestação de simpatizantes do PT na frente da escola. Dilma classificou a decisão como “absurda” e “antidemocrática”, informou o jornal.

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Alguns repórteres que conseguiram acessar a seção e os acompanhantes de Dilma – o ex-ministro Miguel Rossetto e o candidato do PT à prefeitura local, Raul Pont – tiveram confronto com a Brigada Militar pois foram barrados da entrada. Na confusão, uma porta de vidro foi quebrada e feriu algumas pessoas, entre elas Silvana Conti (PC do B), candidata a vice de Raul Pont. “Sempre votei. Nunca houve isso (…) Nunca a Brigada Militar foi chamada, nunca fecharam as portas. É lamentável”, disse a ex-presidente. 

Fernando Henrique Cardoso
Por volta das 15h30, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, chegou para votar no colégio Nossa Senhora do Sion, em Higienópolis e disse estar confiante na vitória do candidato de seu partido em São Paulo, João Dória. Na saída, FHC ouviu gritos de “golpista”, e logo em seguida eleitores passaram a bater boca em frente ao colégio, segundo informações do G1. 

Luiz Inácio Lula da Silva
Dividindo opiniões, Lula chegou na manhã deste domingo no colégio em São Bernardo entre saudações de apoio como “olê olê, olê, olá, Lula, Lula” e palavras ofensivas como “vagabundo” e “ladrão”. As ofensas foram ouvidas no corredor de votação, enquanto que do lado de fora a recepção do público foi mais calorosa, com pedidos de fotos e abraços. Aos jornalistas, Lula disse que a imprensa está em guerra com o PT há sete anos.