Política

Temer diz que Petrobras perdeu prestígio por várias razões, sem citar corrupção

Durante discurso no Palácio do Planalto, presidente afirmou que o seu governo foi responsável pela recuperação da empresa nos últimos meses

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Sem mencionar os escândalos de corrupção que atingiram a Petrobras nos últimos anos, o presidente Michel Temer disse que a estatal “começou a perder prestígio num certo período por razões variadas”. Durante discurso no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira (17) ele afirmou que o seu governo foi responsável pela recuperação da empresa nos últimos meses. Temer, o MDB e diversos correligionários estão entre os investigados na Operação Lava Jato.

Em tom de despedida, Temer mencionou a Petrobras ao lembrar de medidas positivas tomadas por sua gestão, entre elas a recuperação das estatais. Ele considera que isso possibilitou a retomada de prestígio da empresa tanto no cenário nacional como internacional, principalmente no setor de óleo e gás.

Nesta segunda-feira, 17, Temer participou do evento Avanços no Setor Óleo e Gás Ciclo 2016-2018. Na cerimônia, assinou decretos como o que implementa propostas do programa Gás para Crescer que não precisam de mudanças legais. De acordo com informações do Ministério de Minas e Energia (MME), o decreto regulamenta a Lei do Gás, aprovada em 2009.

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Temer afirmou que, muito mais do que a assinatura de contratos, o evento desta segunda representa a celebração de “toda uma jornada bem sucedida”. Ele elogiou o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, que foi homenageado como “ministro do ano”, relembrando que Moreira participa ativamente das reuniões governamentais. “Trabalhamos em todos os finais de semana, assim como trabalhamos nesse sábado e domingo, e faremos isso até o dia primeiro de janeiro, quando entregaremos nossos cargos.”

Na cerimônia, Solange Guedes, diretora de Exploração e Produção da Petrobras, discursou antes de Temer e também relembrou a “crise de confiança” que se abateu na estatal. Ela disse que os primeiros sintomas dos “grandes desafios” que viriam pela frente foram os indicadores de endividamento crescente e decisões de investimento ruins, em seguida veio a crise de confiança, atraso no balanço e o preço do barril caiu ao menor nível em uma década. “Era a tempestade perfeita, mas sabíamos que poderíamos fazer essa virada”, declarou, citando medidas como a verificação da integridade dos parceiros da Petrobras.