Jogo político

Temer deixa de lado os problemas do Brasil para “salvar a própria pele”, afirma presidente do PSB

Carlos Siqueira tece duras críticas e reclama sobre o assédio aos membros do partido pelo PMDB

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SÃO PAULO – Apesar do recesso parlamentar em vigor, os bastidores da política seguem aquecidos em Brasília, com governo e oposição manobrando para a batalha marcada para o dia 2 de agosto, quando será avaliada na Câmara a denúncia de corrupção contra Temer. Neste sentido, notícias apontam que o presidente está convidando “rebeldes” do PSB (Partido Socialista Brasileiro) para o PMDB, mais do que provando que Temer está apenas querendo “salvar a própria pele”, segundo disse o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

“O presidente saiu dos seus afazeres presidenciais para fazer articulações políticas, o que mostra que a preocupação dele não é com os problemas do País, mas em salvar a própria pele”, rebateu Siqueira após Temer ir visitar a líder do PSB na Câmara, Tereza Cristina: “não agiu como presidente da República, mas como chefe de partido”.

Toda essa especulação começou em maio, quando o PSB decidiu punir os partidários por votassem a favor das reformas trabalhistas e da Previdência. Na época, a líder do partido da Câmara, que contrariou a decisão da Executiva Nacional, disse não temia por punição do partido e que votou pela convicção que o Brasil precisa das reformas para melhorar a situação econômica.

Segundo afirmou Tereza Cristina, Temer conversou na segunda-feira (17) com o deputado Danilo Forte (CE) e com o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PE), dois do grupo de insatisfeitos com o PSB e agendou a visita à casa dela nesta manhã. “Estamos sendo assediados por alguns partidos. Ele [Temer] falou com a gente sobre a possibilidade do PMDB. [Perguntou] se já tínhamos pensando nisso”, afirmou. Tereza Cristina disse ainda que Temer quis sondar os governistas do PSB também sobre a ideia de promover uma simplificação tributária.