Tarcísio: “Eu sou bolsonarista, vou continuar sendo bolsonarista”

Governador reforça fidelidade a ex-presidente e padrinho político e diz desconhecer motivos de cerco da Polícia Federal

Marcos Mortari

Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador do estado de São Paulo (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), exaltou, neste sábado (8), sua fidelidade e aliança com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) − de quem foi ministro de Infraestrutura e apadrinhado politicamente.

Em participação no painel “Visões gerais da nação” por evento organizado pelo think tank Esfera Brasil em Guarujá (SP), o governador disse que é bolsonarista e que continuará assim e desconversou sobre as dificuldades enfrentadas pelo grupo na Justiça − que poderiam motivar um afastamento estratégico.

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“A primeira pergunta que temos que saber é o que é ser bolsonarista. Eu sou bolsonarista, vou continuar sendo bolsonarista”, afirmou o governador.

“Isso significa que sou conservador, liberal, e acredito em um Brasil que vai ter economia de mercado, um Brasil que vai aproveitar seu potencial, que vai fazer a transição energética. Vamos continuar acreditando no SUS gratuito e universal, vamos continuar acreditando na educação gratuita, de qualidade”, disse.

As falas de Tarcísio se deram em meio a críticas recentes feitas por apoiadores de Bolsonaro a movimentos de aproximação com figuras políticas vistas como adversárias pelo grupo − caso de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ou mesmo do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), com quem tenta renegociar a dívida de São Paulo.

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Questionado sobre o cerco recente de investigações contra Bolsonaro e seu círculo próximo e os potenciais efeitos de contágio a figuras como o governador, Tarcísio desconversou: “Não vejo por que essa corrente está na atenção da Polícia Federal”.

“Enfrentamos uma pandemia, entregamos um Brasil crescendo, gerando emprego, com déficit em queda, que teve pela primeira vez redução de custos administrativos desde a Constituição de 1988… Reformas estruturantes têm sido feitas desde 2016”, afirmou.

“Acreditamos num Brasil próspero, pujante, democrático, que vai ser um grande exemplo na América Latina e no mundo todo. Um país que tem muito potencial. Um Brasil que vai ser líder na transição energética. E é isso que vai acontecer”, concluiu.

Marcos Mortari

Responsável pela cobertura de política do InfoMoney, coordena o levantamento Barômetro do Poder, apresenta o programa Conexão Brasília e o podcast Frequência Política.