Presidente da Fiesp

Skaf pede saída de Levy após jantar com Temer: “vai levar País ao caos com seus erros”

"Um ministro da Fazenda que só fala em aumentar impostos...o Brasil não precisa deste ministro (...)", afirmou o presidente da Fiesp na saída do jantar

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SÃO PAULO – Após participar na noite desta quinta-feira (27) de um jantar com o vice-presidente Michel Temer e 22 empresários na sede da Fiesp, em São Paulo, o presidente da Federação, Paulo Skaf, defendeu que o ministro da Fazenda Joaquim Levy seja demitido, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. “Um ministro da Fazenda que só fala em aumentar impostos…o Brasil não precisa deste ministro (…)”, disse ele na saída do encontro.

“O ministro não demonstra preocupação com o desemprego no país, com os setores produtivos. Entendo que esse não é o perfil de um ministro que faça bem ao país. Ele não tem realmente nesse momento nosso apoio”.

Em nota divulgada no site da Fiesp para comentar notícia sobre planos do governo de reeditar a CPMF, Skaf afirmou que Levy vai levar o Brasil ao caos” com seus erros na condução da política econômica.

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Se o ministro da Fazenda não tiver a competência para encontrar outros caminhos para resolver a questão econômica brasileira, a não ser o aumento dos impostos, é melhor ele arrumar as malas e voltar para casa”, disse. 

Ele ainda destacou que os “brasileiros não vão aceitar nem um centavo mais de impostos, além deste absurdo que já se paga – e para ter péssimos serviços. Principalmente a CPMF, que veio, já foi embora, foi enterrada. Querem ressuscitar um morto”.

“Se continuar assim, o ministro da Fazenda vai ser o ministro do Desemprego”, declarou. Para o presidente da Fiesp, “Levy é insensível, pensa que desemprego não é problema. Mas é problema. É muito importante respeitar as pessoas, e o maior respeito a uma pessoa é manter o emprego dela.”

O governo precisa diminuir suas despesas, disse, e tomar medidas de estímulo ao setor produtivo. “A política econômica tem que estimular a economia, de forma que ela possa produzir mais.” Com o crescimento da economia, a arrecadação aumenta, sem a criação de impostos ou aumento de alíquotas.”

Na avaliação de Paulo Skaf, a proposta de volta da CPMF é um balão de ensaio, que a população vai rejeitar. “O governo que encaminhe o pedido da volta da CPMF, para ver como a sociedade reage. Nós da Fiesp vamos sair na frente, nesta reação à CPMF. Se for necessário, vamos correr o Brasil todo”, declarou. 

Já com relação ao jantar, que durou duas horas, estiveram presentes os empresários Benjamin Steinbruch (CSN), Flávio Rocha (Riachuelo), Luiz Carlos Trabuco (Bradesco) e Rubens Ometo (Cosan). De acordo com o relato de um participante ouvido pelo Estadão, os convidados se revezaram ao microfone com críticas ao ajuste promovido por Joaquim Levy e o vice-presidente falou por 30 minutos no final do evento. Não criticou o ministro, mas também não o defendeu.

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