Política

Sem mostrar provas, Bolsonaro diz que houve fraude nas eleições de 2018

O presidente disse, pela primeira vez, ter "provas" disso, mas optou por não apresentá-las até o momento

Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro (Wilson Dias/Agência Brasil)
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SÃO PAULO – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, na última segunda-feira (9), que acredita ter havido fraude nas eleições presidenciais de 2018. A fala foi proferida a uma plateia de cerca de 300 apoiadores, em Miami, no terceiro dia da visita do mandatário aos Estados Unidos.

O presidente disse, pela primeira vez, ter “provas” disso, mas optou por não apresentá-las até o momento. “Acredito que, pelas provas que tenho em minhas mãos, que vou mostrar brevemente, eu tinha sido, eu fui eleito no primeiro turno, mas no meu entender teve fraude”, afirmou.

“E nós temos não apenas palavra, temos comprovado, brevemente quero mostrar, porque precisamos aprovar no Brasil um sistema seguro de apuração de votos. Caso contrário, passível de manipulação e de fraudes”, continuou.

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Durante a disputa de outubro de 2018, Bolsonaro já havia dito suspeitar de que só não havia vencido o candidato Fernando Haddad (PT) no primeiro turno em função de fraudes nas urnas eletrônicas. Na ocasião, o Tribunal Superior Eleitoral mandou realizar uma auditoria externa do sistema antes do segundo turno. Bolsonaro, porém, nunca havia falado sobre provas de irregularidades.

As declarações de Bolsonaro ocorrem em meio a uma sucessão de eventos negativos para sua administração: o tensionamento das relações entre governo e parlamento, a divulgação de uma desaceleração da economia em 2019, a disparada do dólar e investigações sobre a morte do ex-policial Adriano da Nóbrega (conhecido pela atuação em milícias e por vínculos com a família do presidente).

Bolsonaro é um histórico adversário das urnas eletrônicas e defensor do voto impresso nas eleições. A medida, apesar de ter sido aprovada pelo Congresso Nacional na minirreforma eleitoral de 2015, foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal após ser considerada inconstitucional por oito votos a dois.

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