Secretário para o RS, Pimenta rebate críticas e pede união: “Respondo com trabalho”

Indicação do ex-ministro da Secom para a Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul foi criticada por integrantes do PSDB e aliados do governador Eduardo Leite, que veem interesse político

Fábio Matos

Paulo Pimenta (PT-RS) é empossado pelo presidente Lula como secretário extraordinário de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

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Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir o comando da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, o ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) Paulo Pimenta (PT-RS) minimizou, nesta quinta-feira (16), as críticas que o governo tem recebido pela escolha.

Uma das principais lideranças do PSDB em nível nacional e muito ligado ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) classificou a indicação de Pimenta como uma “excrescência”.

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Segundo o parlamentar, em pensamento compartilhado pelo governador gaúcho e pela cúpula tucana, o governo Lula quer politizar a tragédia no estado. Paulo Pimenta é cotado como provável candidato do PT à sucessão de Eduardo Leite no Rio Grande do Sul, em 2026. Por já estar em seu segundo mandato consecutivo como governador, o tucano não poderá concorrer ao Palácio Piratini no próximo pleito.

“Vou responder com trabalho, espírito público e compromisso com o Rio Grande do Sul. Não me preocupo com as críticas, que são compreensíveis. Cada uma mede a conduta dos outros pela sua régua”, afirmou Pimenta, em entrevista à CNN Brasil.

“O trabalho que nós temos pela frente é um desafio enorme para cada um de nós. Desde o primeiro momento, temos trabalhado, e quero aqui publicamente dizer isso, em absoluta sintonia e parceria com o governo do estado”, afirmou o secretário extraordinário.

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O nome de Lula no Rio Grande do Sul

A posse de Paulo Pimenta como secretário extraordinário aconteceu na quarta-feira (15), durante uma nova visita de Lula ao estado. Ele deixa a Secom e será substituído, interinamente, por Laércio Portela.

A ideia do presidente da República é que Pimenta coordene todas as ações do governo federal destinadas à recuperação do Rio Grande do Sul, atuando em conjunto com os demais ministérios e com prefeitos das cidades gaúchas e o governador Eduardo Leite.

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Da Secom ao centro da tragédia no RS

Antes de assumir o comando da Secom no terceiro governo de Lula, Paulo Pimenta teve uma longa trajetória no Poder Legislativo. No Rio Grande do Sul, foi deputado estadual (entre 1999 e 2000).

Já na Câmara dos Deputados, foi eleito por seis vezes consecutivas, em 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022. Em 1º de janeiro de 2023, tomou posse como ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo Lula.

Paulo Pimenta também foi eleito vice-prefeito de Santa Maria (RS), em 2000.

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Fábio Matos

Jornalista formado pela Cásper Líbero, é pós-graduado em marketing político e propaganda eleitoral pela USP. Trabalhou no site da ESPN, pelo qual foi à China para cobrir a Olimpíada de Pequim, em 2008. Teve passagens por Metrópoles, O Antagonista, iG e Terra, cobrindo política e economia. Como assessor de imprensa, atuou na Câmara dos Deputados e no Ministério da Cultura. É autor dos livros “Dias: a Vida do Maior Jogador do São Paulo nos Anos 1960” e “20 Jogos Eternos do São Paulo”