Política

Se impeachment passar no Senado, PSDB apresentará agenda emergencial a Temer, diz Aécio

Uma das condições tucanas é que Michel Temer assuma uma agenda de reformas e dê uma garantia firme de que o PMDB não vai desequilibrar a disputa eleitoral

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SÃO PAULO – O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, afirmou pelas redes sociais nesta segunda-feira (18) que “se o impeachment for aprovado no Senado, o PSDB deverá apresentar uma agenda emergencial ao Michel Temer”. Mais ceso, a Folha de S. Paulo afirmou que a sigla faria uma série de exigências para apoiar o atual vice-presidente em um possível governo após a saída de Dilma.

Uma das condições tucanas é que Michel Temer assuma uma agenda de reformas e dê uma garantia firme de que o PMDB não vai desequilibrar a disputa eleitoral, tanto no pleito de 2016 quanto daqui a dois anos. “Ele não pode levar quadros do PSDB para o seu governo e jogar pesado contra o partido nas eleições”, disse o secretário-geral do PSDB, deputado Silvio Torres.

O PSDB vai entregar ainda a Temer uma agenda mínima que servirá de base para a sigla apoiar seu governo. O primeiro ponto dessa agenda emergencial, que inclui reformas estruturantes, é um compromisso “inarredável”: o apoio à continuidade da Operação Lava Jato, que desde 2014 investiga um esquema bilionário de desvio e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras, empreiteiras e políticos.

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Além disso,, a partir desta semana, o PSDB deve fazer uma carga pela cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Esse vai ser o termômetro para mostrar que o PSDB tem uma linha limite, que não tem acordão. A sociedade está atenta. Não faz sentido o PSDB abandonar sua luta de 13 anos na oposição porque o PMDB se somou a ela. É preciso deixar claro que é o PMDB que está vindo para nosso lado”, disse o deputado Pedro Cunha (PSDB-PB).

Segundo a Folha, o PSDB reuniu 11 pontos para, segundo o texto, a “formação de um entendimento partidário que promova a conciliação nacional e a construção de um ambiente político-institucional que permita ao país superar este grave momento de sua história”. O documento contém uma página e meia e será entregue a Temer por Aécio.