Pressão da oposição

“Se eu derrubo Dilma agora, no dia seguinte, vocês me derrubam”, afirmou Cunha à oposição

Cunha deixou claro que não era possível confiar na oposição; os líderes reagiram à fala dizendo que a nota emitida no último sábado foi uma resposta à pressão das bases, mas que ele poderia continuar contando com o apoio deles

SÃO PAULO – Ontem, em encontro com líderes da oposição, o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) demonstrou que está irritado com a nota divulgada por eles no sábado, pedindo o seu afastamento do cargo. Ele deixou claro que não era possível confiar na oposição. 

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo e com o G1, Cunha teria dito aos líderes: “se eu derrubo Dilma agora, no dia seguinte, vocês me derrubam”. O presidente da Câmara sinalizou, em conversas mais reservadas, que quer garantias de conseguirá preservar o seu mandato. 

Os líderes reagiram à fala de Cunha dizendo que a nota emitida no último sábado foi uma resposta à pressão das bases, mas que ele poderia continuar contando com o apoio deles.

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Cunha também teria criticado o vazamento do teor das conversas que têm com os oposicionistas, o que comprometeria as estratégias traçadas e daria espaço para contra-ataques. 

Vale ressaltar, que o PSOL e Rede, com apoio de metade da bancada do PT na Câmara, protocolaram na terça-feira (13), no Conselho de Ética da Câmara, uma representação com o pedido de cassação do mandato do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 46 dos 512 integrantes da Câmara, ou seja menos de 10% do total, que integram sete partidos políticos, assinaram o pedido. Entre eles 32 dos 62 petistas. Apenas quatro integrantes dos principais partidos de oposição, sendo três do PSB e um do PPS, assinaram a representação. 

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