Rio Grande do Sul confirma mais 2 mortes por leptospirose; total de vítimas vai a 15

As mortes mais recentes foram registradas nas cidades de Novo Hamburgo (RS) e Igrejinha (RS); outros 4 óbitos estão sendo investigados e 242 casos da doença já foram confirmados no estado

Fábio Matos

Homem com guarda-chuva caminha por uma rua parcialmente destruída após enchentes em Muçum, no Rio Grande do Sul (Foto: Adriano Machado/Reuters)

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Subiu para 15 o número de mortes causadas por leptospirose no Rio Grande do Sul desde o início das fortes chuvas, no fim de abril, que devastaram o estado, levando a enchentes e inundações e deixando um rastro de destruição.

Na quarta-feira (5), a Secretaria Estadual da Saúde confirmou mais 2 mortes pela doença.

A primeira vítima fatal da leptospirose após as chuvas no estado foi um idoso de 67 anos, habitante do município de Travesseiro (RS), no Vale do Taquari.

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As mortes mais recentes foram registradas nas cidades de Novo Hamburgo (RS) e Igrejinha (RS).

De acordo com informações do governo gaúcho, todas as vítimas até aqui são homens e têm idades que variam entre 30 e 69 anos. Outros 4 óbitos estão sendo investigados.

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A Secretaria da Saúde já confirmou 242 casos de leptospirose em todo o estado.

Veja as cidades que registraram mortes por leptospirose no RS:

Sintomas e infecção

A infecção é causada pela bactéria leptospira, presente na urina de roedores e adquirida pelo contato com água ou solo contaminados.

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Os exames de confirmação dos casos de leptospirose são realizados pelo Laboratório Central (Lacen) do Rio Grande do Sul. Há dois tipos de exames: o de biologia molecular (RT-PCR), para casos suspeitos nos primeiros 7 dias de sintomas; e o diagnóstico sorológico, que detecta o anticorpo produzido pelo organismo após uma semana de sintomas.

Os sintomas da doença surgem, em geral, de 5 a 14 dias após a contaminação – em alguns casos, podem aparecer em até 30 dias. O tratamento deve ser iniciado logo diante da suspeita da doença.

Entre os sintomas mais comuns, estão febre, dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo e calafrios.

Fábio Matos

Jornalista formado pela Cásper Líbero, é pós-graduado em marketing político e propaganda eleitoral pela USP. Trabalhou no site da ESPN, pelo qual foi à China para cobrir a Olimpíada de Pequim, em 2008. Teve passagens por Metrópoles, O Antagonista, iG e Terra, cobrindo política e economia. Como assessor de imprensa, atuou na Câmara dos Deputados e no Ministério da Cultura. É autor dos livros “Dias: a Vida do Maior Jogador do São Paulo nos Anos 1960” e “20 Jogos Eternos do São Paulo”