Renan tira de relatório da CPI da Covid acusação de genocídio contra Bolsonaro

Após reunião para aparar arestas, Omar Aziz diz que grupo formado por senadores de oposição e independentes ao governo saíram "unificados"

Reuters

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), durante sessão inaugural da CPI da Pandemia. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

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O relator da CPI da Covid no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), retirou do documento a sugestão para que o presidente Jair Bolsonaro seja indiciado pelo genocídio de indígenas na gestão da pandemia de coronavírus, após uma reunião com outros integrantes do colegiado na noite de terça para aparar arestas e acertar um texto de consenso para o relatório.

“A questão pacificada é a questão do genocídio. Foi retirado, eu acho que é uma boa atitude, o senador Renan Calheiros ouviu argumentações de todos”, disse o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), a jornalistas após a reunião.

“O mais importante para mim dessa reunião foi que a gente saiu unificado”, acrescentou.

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O relatório da CPI, com mais de 1.100 páginas, deverá ser lido em sessão do colegiado nesta quarta. A votação do documento, no entanto, deve ocorrer somente na semana que vem.

O relatório deve apontar Bolsonaro como o “principal responsável pelos erros de governo cometidos durante a pandemia da Covid-19”, citando, entre outros pontos, a insistência dele na adoção e propagação do uso de tratamento com medicamentos sem eficácia comprovada em detrimento da vacinação e a resistência inicial do governo em comprar vacinas.

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